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 Concorrência com as grandes
Comerciantes de Joinville se unem para concorrer com a entrada das grandes redes de materiais na cidade Por Bruno D'ângelo
Rudi Soares, presidente da Acomac-Joinville, iniciou sua atividade profissional em 1976, quando ingressou no grupo multinacional BAT, que representava no Brasil a empresa Souza Cruz. Na companhia, Soares começou como auxiliar de orientador agrícola, aposentando-se, mais de 20 anos depois, em 1997, como Supervisor de Produção. Aposentado, ele, então, entrou para o ramo comercial, abrindo sua revendedora de esquadrias, derivados de madeira e têmpera de vidro. Atualmente já tem uma filial. A história de Soares na Acomac começou em 2004. Ele precisava melhorar sua carteira de crédito e, por isso, procurou a Acomac Joinville, que tem convênio com um grande banco. A partir desse primeiro contato com a diretoria da entidade, o empresário passou a fazer parte de sua diretoria, sendo eleito, em 2008, presidente para o biênio 2009/2010.
Quais os desafios enfrentados pelo presidente da Acomac de uma cidade como Joinville, com o maior PIB e a mais populosa de Santa Catarina?
O maior desafio é sem sombra de dúvidas a busca constante de mecanismos que possam unir os lojistas para que assim eles consigam enfrentar a forte concorrência dos grandes grupos que estão chegando à cidade de Joinville e que tiram das lojas de bairro o comércio de materiais de construção, que está sendo levado pelas grandes redes. Esse processo tem encontrado suporte, mas vem sendo barrado pela união dos pequenos comerciantes que vêm formando redes de negócios. Exemplo que pode ser citado aqui na nossa cidade foi a criação da Rede Concasa, formada por 21 lojas de materiais de construção da região de Joinville que se uniram para gerir, comprar e vender juntos. Essa rede teve o apoio fundamental do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas) e da Acomac.
Quais as principais medidas tomadas pela Acomac Joinville com o intuito de aumentar as vendas das lojas de material de construção?
Tivemos campanhas de publicidade de nossos lojistas, procuramos nos integrar aos agentes financeiros, buscando captar recursos para melhor vender e trazer o consumidor até as lojas, além de estabelecer vendedores junto aos consumidores.
A redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) surtiu efeito?
A redução do IPI nos ajudou muito. Com ela tivemos uma redução na ordem de 3,5% a 5% nos preços dos produtos que comercializamos e, consequentemente, um aumento nas vendas da ordem de 6%.
Quais outras iniciativas têm incentivado o comércio em Joinville?
Os programas governamentais de apoio à construção civil como Minha Casa, Minha Vida, Construcard, financiamentos da casa própria, e outros incentivos que veem nos ajudando a vender cada dia mais.
Qual o público-alvo dos comerciantes de material de construção de Joinville?
Nosso público-alvo com certeza é o consumidor final, aquele que está construindo, reformando ou ampliando a casa própria. Algumas construtoras costumam comprar das lojas, principalmente as pequenas. Entretanto, nos ressentimos com a concorrência também das grandes construtoras que adquirem os produtos diretamente junto aos fabricantes, quebrando com isso a rede de negócios de revenda, provocando prejuízos aos cofres públicos e gerando uma concorrência desleal para a cadeia de revendas de materiais de construção. Principalmente agora, com a criação da substituição tributária em que as grandes construtoras não precisam reajustar seus produtos com MVA (Margem de Valor Agregado)de até 35% para fazer frente às redes de revendas, pois os produtos são considerados para consumo próprio. |
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