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Orçamento Real  

Residencial de classe média no Centro de São Paulo


Planejamento e investimento em projeto foram os carros-chefes para definir etapas e cumprir cronograma de execução da obra


Por Romário Ferreira | Apoio de Engenharia: Juliana Cristina Teixeira

Fotos: divulgação Requadra
Acreditando na revitalização do Centro da cidade de São Paulo, a incorporadora Requadra lançou, no final de 2009, o Residencial Jardim Paulista, que foi totalmente vendido em duas horas - feito que lhe rendeu o Prêmio Master Imobiliário 2010. Segundo o júri do prêmio, "o projeto resgata o mercado de uma importante região da cidade, e o sucesso da comercialização fez com que outros lançamentos se desenvolvessem no entorno".

Localizado na Rua Paim, 296, no bairro da Bela Vista, o residencial foi orçado em aproximadamente R$ 22 milhões e será executado em 24 meses, com previsão de entrega para julho de 2012. As obras são de responsabilidade da construtora Toledo Ferrari.

Segundo Luciano Radünz, engenheiro da Requadra, o cronograma está dentro do planejado, embora tenham enfrentado problemas comuns a todas as empresas, como a falta de equipamentos e de mão de obra qualificada. "O grande diferencial do empreendimento foi o planejamento, que possibilitou um curto prazo de execução. Criamos projetos que detalham, ao máximo, todas as etapas", diz Radünz. A fase de elaboração dos projetos levou cerca de oito meses.

Para minimizar possíveis atrasos e prejuízos, os projetos preveem acelerar algumas etapas da obra. Na fase de fundação, por exemplo, o equipamento que executa a furação quebrou e a construção ficou parada por cerca de um mês. Diante do problema, o projeto de revestimento da fachada foi alterado para agilizar o andamento da construção.

"Inicialmente, iríamos revestir a fachada apenas após o término de toda a estrutura­. Porém, decidimos começar o revestimento, de cima para baixo, a partir do 20o andar. Simultaneamente, será executado o restante da estrutura", explica Radünz. Essa decisão aumentou, sem muita significância, o custo com o aluguel de balancins, mas, segundo o engenheiro, recuperou o atraso originado na execução da fundação.

Acabamentos

A incorporadora considera "de normal para baixo" o custo do empreendimento - cerca de R$ 22 milhões - e atribui isso aos "acabamentos de linha econômica". Internamente, por exemplo, será aplicado gesso líquido com látex e cerâmica comum. Já a fachada será revestida com argamassa, pintura acrílica texturizada e cerâmica, e as esquadrias serão de alumínio anodizado branco.

Entretanto, o revestimento de paredes internas foi o segundo item mais caro - atrás da superestrutura - e representa 8,71% do valor da obra, cerca de R$ 1,9 milhão. De acordo com Radünz, isso se deve à grande quantidade de paredes, pois são 256 unidades, 164 com um dormitório (36 m²) e 92 com dois e mais suíte (50 m²). O residencial tem uma torre com três subsolos, térreo, 24 pavimentos-tipo e uma cobertura, que será uma área comum com piscina, espaço gourmet, SPA e academia. Ao todo, são 29 pavimentos.

Radünz explica que a decisão de trocar quatro unidades na cobertura por uma área com lazer encareceu em 30% o custo do último pavimento. No entanto, ajudou na valorização do empreendimento e, principalmente, na velocidade de vendas. "Trata-se de um edifício de classe média com lazer de um alto padrão. Às vezes, compensa gastar mais para valorizar o negócio", defende.

O projeto arquitetônico, de autoria do escritório Jonas Birger, foi elaborado para atrair um público mais jovem, em geral, pessoas solteiras e estudantes que buscam morar próximo de onde trabalham e estudam. O projeto de interiores pertence ao escritório Ricardo Miura & Carla Yasuda, e o de paisagismo à Martha Gavião.

O condomínio terá terraço gourmet, térreo elevado, duas churrasqueiras, sala de reunião e lavanderia com wi-fi, salão de festas, vestiário para empregados no térreo, quadra de Street Ball, espaço para passear com cães e aquecimento central de água.

A estrutura está sendo erguida com concreto armado. As fundações foram executadas com hélice contínua, de 18 a 25 m de profundidade, e o fechamento será de alvenaria de bloco cerâmico.

 

 
 
 
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Edição 126 - Dezembro/2011
     
 
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