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| Parque Tecnológico de São José dos Campos: cidade é um dos pólos de atração de empresas no Vale do Paraíba |
Com uma localização privilegiada, tomando boa parte do eixo Rio-São Paulo, o Vale do Paraíba tem se notabilizado como pólo de atração de indústrias. A proximidade do mercado consumidor das duas capitais e de Belo Horizonte faz da região um ponto estratégico para o desenvolvimento industrial. Soma-se a isso o fácil acesso aos portos do litoral paulista e carioca e a boa infraestrutura viária que, além das rodovias Presidente Dutra e Governador Carvalho Pinto, conta com diversas estradas de menor porte.
Segundo Eduardo Herzog, diretor presidente da Herzog Imóveis Industriais e Comerciais, o desenvolvimento do Vale ganhou fôlego após a privatização da Dutra, na década de 90: "O Vale do Paraíba foi prejudicado durante anos pela precariedade da rodovia. A falta de acesso estrangulava a região". Hoje, o intenso volume de tráfego na via - mesmo ampliada - já demonstra a explosão do potencial dessa área.
As obras se multiplicam desde Jacareí até a chegada ao Estado do Rio de Janeiro, nas proximidades de Itatiaia. Herzog aponta um aumento na procura por terrenos industriais nas cidades do Vale, além de obras de ampliação das empresas da região.
A Petrobras, por exemplo, está investindo R$ 3 bilhões na modernização da Refinaria Henrique Laje, em São José dos Campos (SP). No mesmo município, a construtora Moriano está erguendo um galpão de 68 mil m2 que servirá como centro de distribuição da empresa de logística Satlog. Já nas cidades de Lavrinhas e Queluz, a Alusa está construindo duas usinas hidrelétricas que vão abastecer consumidores industriais não apenas no Vale, mas em todo o País.
"Há uma grande pulverização de setores, embora o carro-chefe sejam as indústrias aeronáutica e automotiva", afirma Cleber Córdoba, presidente da Aconvap (Associação das Construtoras do Vale do Paraíba). Ele destaca que empresas de tecnologia têm conquistado espaço, especialmente no entorno de São José dos Campos, onde a prefeitura desenvolveu um parque tecnológico para fomentar a inovação, pesquisa e desenvolvimento.
Instalado numa área de 1,2 milhão de metros quadrados, o parque já abriga unidades de pesquisa da Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica), Microsoft, Vale Soluções Energéticas e do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo), além da Fatec (Faculdade de Tecnologia de São Paulo) e de uma incubadora de empresas. A expectativa é de que nos próximos anos o núcleo receba cerca de 50 pequenas e médias empresas de base tecnológica para formar um condomínio empresarial.
Córdoba diz que a região sofrerá ainda o impacto positivo da construção do trem de alta velocidade, prometido pelo Governo Federal, e que as mudanças devem aquecer, inclusive, o mercado imobiliário residencial.
Mobilidade urbana
O ministro das Cidades, Márcio Fortes de Almeida, anunciou que serão disponibilizados R$ 5 bilhões para financiamento dos projetos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) da Copa na área de mobilidade urbana. Entre as soluções para melhorar o transporte nas cidades sede estão a implantação de veículos leves sobre trilhos (VLT) ou sobre rodas (VLP), de aerotrilhos ou de Bus Rapid Transit (BRT), linhas isoladas de ônibus para veículos articulados com grande capacidade de passageiros. Após realizar reuniões com prefeituras e governos estaduais, um grupo interministerial está avaliando os projetos apresentados.
Terceira licitação
A Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) realizou a terceira licitação para venda de terrenos no Setor Habitacional Noroeste, o primeiro bairro ecológico do País. As obras de infraestrutura tiveram início em 22 de setembro, dois dias antes da licitação, e ajudaram a impactar o preço dos terrenos. As projeções de 1.024 m2, inicialmente cotadas em R$ 10,8 milhões, foram vendidas a R$ 11,6 milhões. Já as projeções de 1.500 m2 passaram de R$ 16,8 milhões para R$ 24,1 milhões. Só a Brasal Incorporações adquiriu cinco projeções que, somadas às duas abocanhadas em licitações anteriores, totalizam sete futuros empreendimentos da empresa na região.
Nova franquia
A RE/MAX Internacional, maior rede de franquia imobiliária do mundo em transações, iniciou em outubro suas atividades no Brasil. A empresa do americano Dave Liniger atuará em todos os segmentos imobiliários. A operação é dividida em unidades regionais, responsáveis pela venda de novas franquias. A empresa prevê a abertura de 100 franquias até o final de 2010 e a expectativa é de que em cinco anos a rede atinja um volume de vendas de R$ 12 bilhões. O preço de uma taxa de franquia será a partir de R$ 25 mil, sem incluir custos de instalação, e o tempo estimado de retorno sobre o investimento é de 18 a 24 meses.