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| Perspectiva do Pituba Privilege, empreendimento comercial e residencial: seus 15 pavimentos já aproveitam o novo gabarito da região |
A cidade de Salvador assiste ao surgimento de novas áreas de desenvolvimento residencial. Alguns bairros da orla marítima, antes pouco procurados por empreendedores, começam a receber investimentos e a exibir os primeiros resultados do novo PDDU (Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano). Sancionado em fevereiro de 2008, o plano ampliou os gabaritos de altura das edificações na orla soteropolitana. Antes da flexibilização, os prédios na região poderiam ter entre dois e 15 pavimentos. Hoje, na praia de Jaguaribe, teto das modificações, já é possível construir edifícios de até 20 andares - ou 60 m de altura.
Os bairros mais afetados pelo novo padrão urbanístico são os da orla oposta à Baía de Todos os Santos. A faixa que vai do bairro de Armação até Piatã, passando por Patamares, tem sido destino certo de novos empreendimentos. "O plano diretor viabilizou a movimentação nessa área da orla e vai valorizar uma zona que hoje está deteriorada", avalia Vicente Mattos, presidente Sinduscon-BA (Sindicato da Indústria da Construção do Estado da Bahia).
Apesar de estar às vésperas de completar dois anos, o novo gabarito ainda apresenta resultados conservadores, mas os impactos da mudança devem ganhar força ao longo do próximo ano. "Logo que o PDDU foi aprovado, veio a crise e paralisou o mercado. Agora, a partir de 2010, esses projetos devem se consolidar", explica Luiz Larangeira, diretor-executivo da construtora Santa Helena. A empresa está lançando um empreendimento de 15 andares no bairro de Pituba - onde antes não seria possível levantar mais do que oito pavimentos - e, para 2010, já está de olho nos bairros de Piatã e Patamares.
No Morro do Ipiranga, na região da Barra, a mudança foi mais radical. Ali, a incorporadora Via Célere está construindo uma torre de 15 andares numa área onde, até 2007, o limite era de dois pavimentos. Rodrigo Dratovsky, gerente geral da Via Célere, defende que há uma demanda latente por empreendimentos de alto padrão na cidade, fruto da saturação dos bairros nobres na orla da Baía de Todos os Santos. Dratovsky acrescenta que a especulação causada com a aprovação do PDDU fez dobrar o preço do terreno no Morro Ipiranga, que hoje custaria em torno de R$ 4 mil/m2. Já entre Armação e Piatã, o preço cai para a média de R$ 1,5 mil a R$ 2 mil/m2.
Vicente Mattos faz coro e crê que o adensamento da cidade será fundamental para alavancar o mercado imobiliário na orla oceânica. "O gabarito contribuiu claramente [para o surgimento de novas áreas]", finaliza.
Siderúrgicas retomam obras em MG
A Gerdau anunciou investimento de R$ 1,75 bilhão para a produção de chapas grossas na Açominas, em Minas Gerais, com capacidade de produzir um milhão de toneladas/ano. O projeto marca o início da produção de aços planos pela empresa no Brasil. As obras devem ter início no próximo ano e a operação está programada para o final de 2012, com foco nos segmentos petrolífero, naval, de construção civil e de máquinas e equipamentos. A ArcelorMittal também planeja retomar os investimentos no Estado. Uma das iniciativas deve ser a construção de um terceiro alto-forno na unidade de Juiz de Fora, onde produz aços longos.
Fôlego para obras industriais
A ministra da Casa Civil Dilma Rousseff declarou à imprensa que a Petrobras deverá comprar US$ 20 bilhões por ano com a indústria nacional. O montante se justifica por ser a estatal a única operadora das reservas do pré-sal, segundo a ministra. Em setembro, a Petrobras anunciou que irá contratar até 28 novas sondas de perfuração para águas ultraprofundas, todas produzidas no Brasil e com entrega prevista para acontecer entre 2013 e 2018.
Novos estaleiros
Em decorrência da demanda do pré-sal, duas novas obras de estaleiros devem aportar no País. Na cidade de Quissamã, Rio de Janeiro, o grupo EBX anunciou planos para a instalação de um estaleiro de grande porte, voltado à produção de navios e plataformas de petróleo. Já no município de Coruripe, Alagoas, o empresário German Efromovich, dono do grupo que detém a companhia aérea Ocean Air, deve investir R$ 800 milhões para a construção do Eisa-Alagoas, dedicado aos mesmos equipamentos. O estaleiro foi projetado para ser o maior da América Latina e as obras devem se iniciar já no próximo ano.
Conteúdo online exclusivo:
>>> Confira o mapa detalhado dos gabaritos de altura das edificações na orla marítima de Salvador. O documento integra o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU/08).