Durante workshop que marcou o lançamento do Código de Práticas Recomendadas para Alvenaria de Vedação de Blocos Cerâmicos em âmbito nacional, representante da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) confessou que o manual de boas práticas que padroniza procedimentos para execução de sistemas construtivos das unidades habitacionais da Companhia tem sido abandonado por conta do atual aumento do volume de obras. "Com a correria do Minha, Casa Minha Vida, não estamos com tempo de consultar sistematicamente o manual como de costume", disse. A afirmativa causou tanta polêmica entre os presentes que ele voltou atrás: "não devia ter dito isso".
Cereja do bolo
Durante evento promovido pela Sobratema (Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção), o coordenador de pesquisa da instituição, Brian Nicholson, relativizou o papel da Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016 no desenvolvimento do País. "A Copa do Mundo e as Olimpíadas não são fundamentais dentro do cenário de crescimento. Elas são significativas e muito vistosas, mas são como a cereja do bolo. O bolo mesmo é o crescimento econômico e de infraestrutura que o País precisa, por exemplo, no pré-sal, em energia, estradas, pontes etc.", sentenciou. Apresentando-se em seguida, o economista Rubens Sawaya fez o contraponto: "Talvez os jogos não impactem tanto em termos de bilhões investidos, mas impactam muito como fator acelerador. Se antes os investimentos em infraestrutura dependiam de decisões políticas, que podiam acontecer ou não, agora, os jogos obrigam que esses investimentos aconteçam".
Viñoly na baixa renda
O arquiteto uruguaio Rafael Viñoly, famoso por obras como John Jay College of Criminal Justice, em Nova York, o aeroporto internacional de Carrasco de Montevidéu, no Uruguai, e o fórum de Tóquio, no Japão, quer agora entrar no mercado brasileiro. Em visita ao Brasil no início de dezembro, Viñoly afirmou que planeja participar das obras de habitação popular. Sem adiantar qualquer novidade ou projeto específico, deixou claro que já está em contato com profissionais do setor para estudar parcerias e amarrar oportunidades.
BATE-ESTACA
É suficiente?
Causou estranheza a muitos engenheiros a carga horária dos cursos que habilitam profissionais registrados nos Creas (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) a emitirem laudos a respeito da segurança de estádios de futebol para a Copa 2014. De acordo com o previsto no Anexo II, da Portaria no 124 de 17/07/2009 do Ministério do Esporte, os profissionais interessados precisarão apenas confirmar presença em treinamentos com duração mínima de 24 horas.
Shoppings caros
O mercado de construção de shopping centers passa por um período de euforia. Segundo um intermediador de operações financeiras para empresas do segmento, em 2009, o valor do metro quadrado desses empreendimentos dobrou. "Foi um aumento insano que, no final do ano, chegou até arrefecer um pouco, mas os preços continuam acima de qualquer expectativa.
O que preocupa é como viabilizar tantos shoppings nesse patamar de valorização", disse.
"Já não deu"
Durante o "8o Construbusiness 2009 - Congresso Brasileiro da Construção", um estudo apresentado pela LCA Consultores baixou os ânimos da plateia com relação à Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016. Segundo a pesquisa, considerando a obtenção de licenças, o processo de construção de obras rodoviárias no Brasil leva mais de cinco anos. Prazo que fez o jornalista Carlos Sardenberg, intermediador dos debates do evento, alfinetar: "se obra rodoviária toma cinco anos e já estamos em 2010, a Copa de 2014 já não deu, passou", disse em seguida à apresentação entusiasmada do coordenador de marketing das Olimpíadas.