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Está mais fácil comprar máquinas
Prorrogação do IPI e de taxa de 4,5% da linha de financiamento do BNDES desonera aquisição de máquinas e equipamentos

FOTOS: Marcelo Scandaroli
Construtoras e incorporadoras interessadas em aumentar seu parque de máquinas e de equipamentos a custos reduzidos de financiamento e de tributos ganharam prazo extra para efetivar suas aquisições. O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) prorrogou, até junho deste ano, a redução a 4,5% da taxa da linha de financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para aquisição de bens de capital e inovação tecnológica. Depois desse período, o custo do financiamento poderá retomar o patamar de 10,25%, informa a assessoria do banco. Além disso, a diminuição de 5% para 0% do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) na compra de máquinas e equipamentos da indústria foi igualmente adiada para o final de junho.

Por conta desses estímulos, os fabricantes preveem aumento das vendas. "Neste ano, teremos uma produção 50% superior à do ano passado. Já estamos terceirizando para atender à demanda", explica Francisco Aguilar, diretor da Sahara Tecnologia e do Grupo Aguilar, que produz máquinas para blocos de concreto e tijolos ecológicos.

De acordo com Daniel de Carvalho, da Abimei (Associação Brasileira dos Importadores), os tipos de máquina mais procurados no setor de construção civil são os equipamentos voltados à manutenção. "Acreditamos em um aumento na compra e venda de máquinas para 2010, em relação ao ano passado, por conta da própria reação da economia e do mercado interno", diz.

 

Micro e pequenas empresas devem investir mais em 2010

Sondagem realizada pelo Sebrae-SP (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo) mostrou que, de um universo de 300 micro e pequenas empresas consultadas, distribuídas em todo o Estado de São Paulo, 71% delas planejam investir nos negócios em 2010. Entre as áreas de investimento, destacam-se: compra de máquinas e equipamentos (para 31% dos respondentes); reforma das instalações da empresa (20%); qualificação de empregados (13%) e compra de equipamentos de informática (12%).

Para 88% dos empresários, as principais estratégias a serem adotadas no próximo ano são aperfeiçoamento dos produtos e serviços já existentes. Lançamento de novos produtos e serviços também está entre as ações prioritárias para 80% dos respondentes. Em relação ao número de funcionários, 51% dos proprietários planejam aumentar seus quadros em 2010 e 44%, manter o total de empregados. De acordo com pesquisa, 72% dos empresários acreditam que seu faturamento vai aumentar neste ano; 62%, que a produção irá ampliar; 61%, que o desemprego irá diminuir e 46% que a taxa da inflação será mantida.

Sobre 2009, 66% das MPEs afirmaram que a principal dificuldade enfrentada foi a queda no consumo, seguida do peso de impostos (59%) e do aumento de custos com matérias-primas, tarifas públicas e aluguéis (57%). O estudo completo está disponível no portal do Sebrae-SP (www.sebraesp.com.br), na página Conhecendo as MPEs.

 

Normas com desconto

Normas Técnicas Brasileiras podem ser adquiridas por 60% do preço. Micro e pequenas empresas pagam um terço do valor total

ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), o Sistema Confea/Crea e o Mútua - Caixa de Assistência aos Profissionais do Crea renovaram convênio para a obtenção de descontos na compra de normas técnicas. Associados ao Mútua têm 60% de desconto, já os associados do Sistema Confea/Crea podem adquirir as normas por 50% do preço.

O convênio também possibilita a consulta do texto integral das normas em cerca de 700 postos de atendimento no Brasil, situados dentro de Creas, Mútuas, inspetorias e organizações do setor associadas ao Sistema Confrea/Crea. "O convênio veio para valorizar e qualificar a atividade profissional. É um passo importante", afirma o presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, Marcos Túlio de Melo. As normas também podem ser adquiridas por meio do site http://www.abntcatalogo.com.br/confea.

Outro convênio com a ABNT, firmado desde 2008, é com o Sebrae, pelo qual as micro e pequenas empresas podem comprar as normas por 1/3 do valor. As informações sobre esse convênio encontram-se em www.abnt.org.br/paginampe.

 

FOTOS: Marcelo Scandaroli
Muda a estrutura do CB-02

Em reunião com 22 entidades ligadas ao setor de construção, foi divulgada a proposta de reestruturação das normas do CB-02 (Comitê Brasileiro da Construção Civil), da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). O objetivo da mudança é atualizar normas que foram feitas há cerca de dez anos, sendo que 85% delas já se encontram defasadas. O comitê tem a responsabilidade de coordenar a elaboração e revisão das normas.

Junto da nova estrutura organizacional das normativas, serão tomadas algumas medidas como a contratação de funcionários, inserção de um livelink (software com compartilhamento de informações), formatação dos textos no padrão ABNT, criação de um portal interativo com instruções sobre o novo projeto e apoio aos membros de comissões de estudo. "Não é a primeira iniciativa, mas o mercado está mais maduro e consciente neste momento sobre a obrigatoriedade e a conveniência de cumprir normas técnicas e com uma grande perspectiva de crescimento para o setor", garante Carlos Alberto Borges, superintendente do CB-02.

As mudanças incluem ainda a criação de subcomitês que irão organizar cada assunto especificamente e serão administrados por entidades gestoras contribuintes. "As entidades gestoras dos subcomitês assumirão o compromisso de atuar de maneira sistêmica em determinadas normas, mas o processo de normalização continuará seguindo rigorosamente as regras da ABNT e os princípios que regem o processo", diz Carlos Borges.

 

CURTAS

Em São Paulo, CUB sobe 3,57%

O CUB (Custo Unitário Básico) paulista fechou 2009 com aumento acumulado de 3,57%, informam o SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) e a FGV (Fundação Getúlio Vargas). O dado reflete as variações de custos do setor de construção civil para utilização nos reajustes dos contratos. A taxa representa uma média ponderada da alta de 5,62% no salário dos engenheiros, 7,85% no custo da mão de obra e queda média de 1,03% nos custos dos materiais de construção.

Aço chega à baixa renda

Aproveitando o aquecimento do segmento de baixa renda, grandes siderúrgicas como a Usiminas, Gerdau e Cosipa criaram kits de produtos prontos de aço para edificação de habitações populares. O pacote da Usiminas fornece pilares, vigas e engradamento metálico para cobertura de casas e edifícios. Já a Gerdau, que lançou até um hot site exclusivo para esse nicho de mercado (www.gerdau.com.br/meusonho), desenvolveu o Casa Fácil, kit produzido com perfis e barras de aço para gabarito, estrutura principal e de telhado.

Cartilha de crédito

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) lançou no início de dezembro a "Cartilha de Apoio à Construção Civil". Apresentada pelo departamento regional sul do banco, o documento, disponível no site www.bndes.gov.br, tem como objetivo facilitar e ampliar o acesso às linhas de financiamento oferecidas pela instituição. A cartilha apresenta linhas de crédito recém-lançadas, expõe dados de como operar financiamentos e divulga o Programa BNDES Construção Civil.

 

 
 
 
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Edição 103
Fevereiro/2010
     
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