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| Recursos serão destinados a obras em pousadas, hotéis e resorts |
Cerca de R$ 2 bilhões em linhas de crédito, com recursos do Governo Federal, serão injetados na reforma, ampliação e construção de pousadas, hotéis e resorts a partir deste ano. Os recursos virão de duas frentes: uma, do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que disponibilizará R$ 1 bilhão por meio do programa ProCopa até 2012; outra, de três fundos - FNE (Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste), FNO (Fundo Constitucional de Financiamento do Norte) e do FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste), cujo valor dos subsídios destinados especificamente a melhorias de estabelecimentos do setor hoteleiro nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste foram ampliados e somam R$ 1 bilhão.
O FNE administrado pelo BNB (Banco do Nordeste do Brasil), financia os projetos que permitem o desenvolvimento econômico dos nove Estados do Nordeste, além do Norte de Minas Gerais e Espírito Santo. De acordo com a programação desse fundo para 2010, a previsão de aplicação total chega a R$ 8 bilhões, sendo que R$ 523,6 milhões serão destinados à edificação de novos estabelecimentos do setor hoteleiro - montante que supera em 27% o total disponibilizado pelo mesmo fundo em 2009. "Com relação à Copa de 2014, o BNB estima a aplicação, em 2010, de R$ 200 milhões em empreendimentos ligados ao parque hoteleiro nordestino, podendo esse valor vir a ser elevado conforme a demanda", assegura José Rubens Dutra Mota, superintendente da área de desenvolvimento territorial do BNB.
Já as previsões do FCO operacionalizado pelo BB (Banco do Brasil), apontam para investimentos da ordem de R$ 364,7 milhões. O turismo da região é prioridade do fundo, que prevê ainda a ampliação do prazo de pagamento do financiamento de 15 para 20 anos.
Na região Norte, dos R$ 650 milhões a serem disponibilizados pelo FNO cerca de 50% do valor total será direcionado à construção de novos estabelecimentos da rede hoteleira. "Já estamos financiando empreendimentos para o setor desde o ano passado", diz Antônio Carlos Benetti, superintendente regional dos Estados do Amazonas e Roraima.
Pólo de investimentos
A construção da Companhia Siderúrgica do Pecém, iniciada em dezembro de 2009 no município cearense de São Gonçalo do Amarante, deverá aquecer o segmento de obras de infraestrutura e industriais, principalmente do setor metalmecânico. De acordo com a Adece (Agência de Desenvolvimento Econômico), grande parte das obras de infraestrutura necessárias para a entrada de operações da usina e custeadas pelo Estado já deverão ser licitadas nos próximos meses. A CSP será a primeira usina siderúrgica integrada a coque do Nordeste e permitirá que aproximadamente três milhões de toneladas de placas de aço sejam produzidas por ano.
Rossi se une à Capital
As incorporadoras Rossi e Capital anunciaram recentemente uma joint venture para atuação no Norte do País. Os empreendimentos irão contemplar todos os segmentos de renda, com prioridade para projetos acessíveis às classes populares e viabilizados pelo programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. "A joint venture fortalece ainda mais a parceria, podendo potencialmente alavancar nossos negócios", diz Cássio Audi, diretor financeiro e de RI da Rossi. Juntas, as incorporadoras planejam lançar cerca de R$ 1,2 bilhão em novos projetos imobiliários até 2011.
Alscom chega ao Brasil
A Alscom assinou em dezembro um protocolo em conjunto com o Governo do Estado da Bahia para a instalação de uma fábrica de turbinas eólicas. Com investimento de R$ 50 milhões, a unidade industrial tem início de operações previsto para 2011. A Alscom é uma das principais empresas de geração de energia e infraestrutura ferroviária no mundo.