| São Paulo é a quinta maior no mercado corporativo Pesquisa mostra que a metrópole paulista só fica atrás de centros como Xangai e Moscou na construção de edifícios empresariais
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| São Paulo tem cerca de 1,5 milhão de metros quadrados de edifícios corporativos previstos para os próximos anos |
A consultoria Colliers International divulgou em abril uma pesquisa com a classificação das cidades de todo o mundo que mais constroem imóveis corporativos. Os dados foram coletados em 61 países e 154 mercados, considerando edifícios para as classes A ou A+ do mercado imobiliário empresarial.
O levantamento teve como base o resultado de dezembro de 2009 e permite identificar São Paulo entre as cinco maiores cidades, com cerca de 1,5 milhão de metros quadrados de área construída de edifícios corporativos previstos para os próximos anos. Até o final de 2013, 50% desses empreendimentos já devem estar prontos.
Outro destaque nos resultados da pesquisa é o Rio de Janeiro, que aparece com o quinto maior preço de locação por metro quadrado. A gestora da pesquisa, Mariana Ferreira, aponta que os números foram obtidos pelo levantamento de campo e telefônico com proprietários, incorporadoras e construtoras. "Considero a pesquisa importante para entender como os imóveis no Brasil estão valorizados, o que justifica o interesse em construir novos empreendimentos", argumenta Ferreira.
No primeiro lugar do ranking aparece Moscou, com previsão de entrega de 4.046.000 m2 de área corporativa construída; em segundo, Cantão, na China, com 3.226.038 m2; em terceiro, Dubai, nos Emirados Árabes, com 2.231.190 m2; e em quarto, Xangai, na China, com 2,2 milhões de metros quadrados. Confira a tabela com o ranking das cidades.
CDHU e IAB lançam concurso para habitação social
No fim de março, IAB-SP (Instituto de Arquitetos do Brasil) e CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) lançaram o Concurso Nacional de Projeto de Arquitetura de Novas Tipologias para Habitação de Interesse Social Sustentáveis. O objetivo é propor uma iniciativa que possa impulsionar a elaboração de projetos de habitação popular sustentável e ofereça alternativas para soluções técnicas, preços e prazos de execução.
De acordo com o IAB-SP, os grupos de tipologias habitacionais válidos para a competição serão casas térreas e escalonadas, sobrados, edifícios de três, quatro, seis e sete pavimentos. Direcionado para arquitetos, o concurso determina que cada projeto esteja pautado nos conceitos do Desenho Universal, que prevê recursos de acessibilidade e sustentabilidade ambiental.
As inscrições para o concurso podem ser feitas até o dia 16 de julho, já as propostas deverão ser apresentadas um mês depois. Os premiados serão contemplados em cerimônia realizada no dia 3 de setembro. Os primeiros colocados de cada grupo de tipologia receberão como prêmio R$ 50 mil e os segundos colocados, R$ 20 mil.
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| Perspectiva do Belle Ville, em Campinas (SP), da ACS Incorporadora | Farmacêutica investe em incorporadora Laboratório EMS entra no ramo imobiliário com investimento de R$ 20 milhões
O controlador e acionista da empresa farmacêutica EMS, Carlos Sanches, lançou em março a ACS Incorporadora com investimento de R$ 20 milhões. O montante foi utilizado para a compra de um banco de terrenos que pode render R$ 2 bilhões em lançamentos, segundo previsão da empresa.
As propriedades estão distribuídas pela região do ABC Paulista e de Campinas. "A ACS foi criada com um intuito de diversificação de investimentos por parte dos controladores da EMS", esclarece Sílvio Chamovitz, CEO da incorporadora. A empresa será responsável pela incorporação de imóveis residenciais e comerciais, que serão destinados preferencialmente ao mercado de baixa renda.
A companhia pretende em três anos atingir R$ 500 milhões de faturamento. Neste ano, a previsão é faturar R$ 250 milhões. "Para alcançar essa projeção, a ACS planeja lançar de cinco a sete empreendimentos em 2010", adianta Chamovitz. Até agora, a ACS lançou um condomínio residencial de alto padrão, o Belle Ville, em Campinas (SP), composto por 55 casas. O projeto pode gerar de R$ 430 mil a R$ 450 mil em vendas. Ainda está previsto para este ano o lançamento de um complexo residencial, comercial e industrial.
Governo anuncia PAC 2 e Minha Casa 2
Em fins de março, poucos meses antes das eleições presidenciais, o Governo Federal anunciou o PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento). O programa prevê R$ 958,9 bilhões em obras de 2011 a 2014 e mais
R$ 631,6 bilhões após 2014, perfazendo um montante total de R$ 1,59 trilhão. Juntamente com o PAC 2, o governo apresentou a proposta de extensão do programa Minha Casa, Minha Vida. A previsão, desta vez, é de construir dois milhões de moradias em quatro anos.
O programa habitacional, coordenado pela ex-ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e atual candidata à presidência pelo PT (Partido dos Trabalhadores), propõe subsídios governamentais que podem chegar a R$ 71,7 bilhões. A quantia é superior ao subsídio oferecido em sua primeira versão. Das 2 milhões de habitações previstas, 1,2 milhão está voltada para a famílias com renda máxima de R$ 1.395, 600 mil para famílias com renda entre R$ 1.395 e R$ 2.790 e 200 mil para as que possuem renda de R$ 2.790 a R$ 4.650.
ERRATA A reportagem "Para todos os padrões" (edição 104, mar/2010) informou incorretamente que Carlos Alberto Tauil é presidente da Bloco Brasil. Na verdade, Tauil é secretário-executivo e ex-presidente da entidade. A presidência atual é ocupada por Marcelo Diab Elias Kaiuca.
CURTAS
Capacidade expandida
Sondagem divulgada no final de março pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) informa que as empresas brasileiras pretendem expandir a sua capacidade instalada em 14,6% em 2010. A pesquisa teve como base o período de janeiro a fevereiro deste ano e marca alta dos percentuais registrados nos últimos oito anos. Os bens de consumo registraram média de 16% de expansão, com 15,4% nos setores de bens de capital e 13,8% nos de bens intermediários.
Construção na bolsa
A empresa Mills Estrutura e Serviços apresentou proposta de uma oferta primária que poderia movimentar R$ 803 milhões no mercado de ações da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo). Até o fechamento desta edição, as ações tinham previsão de lançamento em bolsa no dia 16 de abril.
Cimento importado
O Porto de Natal foi escolhido como mais um ponto de desembarque de cimento importado da Votorantim Cimentos. O grupo Votorantim informou que esse investimento é uma medida que garante as taxas de crescimento no consumo do material, com prospecções de locais para importação de sacos de cimento que incluem fornecedores internacionais, portos no Brasil e processos de distribuição. A Codern (Companhia Docas do Rio Grande do Norte), responsável pelo Porto de Natal, complementa que o cimento será carregado em seis navios, que suportam 30 mil toneladas cada. O transporte poderá integrar os portos de Belém, Fortaleza e São Luís.
Conteúdo online exclusivo:
Acesse a íntegra da pesquisa da Colliers International com o ranking das cidades que mais constroem imóveis corporativos no mundo.
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