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| Corredor D. Pedro, obra sob concessão da Odebrecht TransPort |
O Grupo Odebrecht reuniu, em uma empresa específica, cinco ativos de sua organização para intensificar a atuação nas áreas de infraestrutura de transportes e logística. O novo braço do Grupo - a Odebrecht TransPort - irá controlar as empresas Rota das Bandeiras, CLN (Concessionária Litoral Norte), Via Quatro, Embraport e Via Parque, investindo R$ 5 bilhões nos próximos anos.
Um dos projetos de gestão da Odebrecht TransPort é o Corredor D. Pedro, propriedade da Rota das Bandeiras, que possui 296 km de malha viária e interliga 17 cidades da região metropolitana de Campinas e Vale do Parnaíba. O empreendimento terá recursos de R$ 2,1 bilhões, com R$ 1,2 bilhão utilizado nos primeiros seis anos dos 30 concedidos.
No caso da Via Parque, empresa controlada pelo Grupo Odebrecht e Grupo Cornélio Brennand, trata-se da primeira parceria público-privada viária do Brasil, com o governo de Pernambuco. O projeto administrado pela Odebrecht TransPort é um sistema viário com uma ponte de 320 m sobre o rio Jaboatão, que pretende ligar a praia de Barra de Jangada à Praia do Paiva e uma via de 6,2 km de extensão.
Já a Rodovia BA-099, igualmente gerida pela Odebrecht em parceria com a CLN desde 2001, liga a cidade de Lauro de Freitas (BA) à Divisa dos Estados da Bahia e Sergipe. Carlos Alejandro, gerente de operações da CLN, informa que a atual participação da Odebrecht na empresa representa 8,5% das ações preferenciais, com atuação exclusiva nos processos de viabilização da infraestrutura.
A contratação de empreendedores, subfornecedores e construtoras não sofrerá alterações, visto que a autonomia gerencial de cada uma das companhias será mantida. "A consolidação dos negócios na Odebrecht TransPort não interfere nas atividades das operações", explica Geraldo Villin, presidente da Odebrecht TransPort. A separação também vale para a contratação direta da mão de obra. "Para a Rota das Bandeiras, parte da mão de obra será contratada nas cidades onde está prevista a realização das obras. Outra parte será por meio de empresas contratadas", esclarece Villin. Já a Embraport e Via Parque terão necessidades específicas para cada operação, que pode envolver trabalhadores da própria Odebrecht e/ou de construtoras parceiras.
CBVP em Pernambuco
A CBVP (Companhia Brasileira de Vidros Planos) irá abrir a primeira fábrica de vidros planos do Nordeste. O município escolhido foi Goiana, em Pernambuco. Estima-se que a iniciativa traga ao Estado cerca de R$ 1 bilhão em investimentos. Na fase de construção da nova unidade, 400 profissionais deverão ser contratados. Já na etapa de operação, está prevista demanda de 370 funcionários diretos e 1.500 indiretos. O projeto será viabilizado em uma área de 80 mil m2, com capacidade de produção de vidros de 260 mil t/ano. Com esse ritmo de produção, o faturamento anual previsto é de R$ 300 milhões, que pode abastecer o setor automobilístico e a construção civil das regiões Norte e Nordeste.
Vendas aquecidas
A Fernandez Mera, operadora de intermediações imobiliárias, prevê um VGV (valor geral de vendas) de R$ 2,7 bilhões para este ano, com venda superior a 11 mil imóveis. A empresa contará com 1.600 corretores, que correspondem a cerca de 50% da força atual de vendas. A estratégia dá continuidade ao programa de expansão iniciado em 2008, que superou o volume de unidades negociadas no fim do ano passado, com VGV de R$ 1,7 bilhão.
Expansão hoteleira
Durante o Nordeste Invest 2010, a rede hoteleira Accor discutirá com investidores as possibilidades para o desenvolvimento de novos hotéis e resorts nos próximos anos. A informação foi divulgada pelo diretor de desenvolvimento de novos negócios da Accor Hospitality, Abel Alves de Castro Júnior. Ele ainda ressaltou que o objetivo da empresa é viabilizar 230 novos meios de hospedagem no Brasil até 2015.