Construtora forma grupo de carpinteiros
Sinco Engenharia faz parceria com prefeitura e Sintracon e forma a primeira turma de profissionais do Programa Qualificar
A paulista Sinco Engenharia realizou em maio a formatura da primeira turma de carpinteiros do Programa Qualificar, projeto de capacitação profissional oferecido pela construtora em parceria com a Prefeitura Municipal de São Bernardo do Campo e o Sintracon (Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil).
"Os carpinteiros são peças raras e muito solicitadas nos dias de hoje. Para se ter uma ideia, houve uma valorização de no mínimo 40% nos últimos 18 meses no valor pago a esses profissionais. Eles saem da nossa obra para o vizinho sem pestanejar. Por isso, resolvemos fazer o curso", conta Cleber Luiz Marques, diretor-adjunto de operações da Sinco.
Na parceria, a Sinco entrou com a demanda de mão de obra especializada, o local adequado para as aulas e forneceu os materiais e equipamentos necessários, além das ferramentas manuais. Já a prefeitura ficou responsável pela organização e orientação pedagógica do curso, contratando por sua conta um professor especializado do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial). O sindicato, por fim, fez todo o acompanhamento psicológico de incentivo para que os alunos não abandonassem o curso e forneceu transporte entre obras e lanche para o pessoal.
"As aulas tiveram carga de 200 horas, sendo 40 horas para socialização e 160 horas de aulas teóricas e práticas na nossa central de fôrmas", explica Marques. Entre os temas abordados, está a execução e montagem de fôrmas para concreto armado, esquadrias em madeira e estrutura de telhado em madeira.
Dos 29 alunos inscritos inicialmente, 25 concluíram o treinamento. De acordo com o diretor-adjunto de operações da Sinco, a construtora está montando novas turmas de carpinteiros. "Temos planos também de promovermos cursos de alfabetização em canteiro. Elevação escolar e socialização são essenciais para que os profissionais da construção saibam valorizar de forma objetiva quem investe neles", acredita.
Novas regras para licenciamento de edifícios
Empreendimentos geradores de tráfego, localizados na cidade de São Paulo, serão condicionados a adotar os parâmetros estabelecidos no projeto de lei 409/06, aprovado pela Câmara no final de abril. O texto determina novos critérios para o licenciamento e encarrega a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) de avaliar os projetos em até 60 dias, informando sobre a necessidade ou não de obras mitigadoras de tráfego. As obras recomendadas pela CET não poderão ultrapassar 3% do valor total do empreendimento e deverão ser executadas em 240 dias, contados a partir da apresentação do projeto viário executivo.
Conforme as determinações do PL, empreendimentos geradores de tráfego são aqueles que possuem serviços culturais com mais de 2,5 mil m2, serviços de saúde com área de mais de 7,5 mil m2, edificações residenciais com mais de 500 vagas de estacionamento e locais de reunião ou de serviços públicos com espaço para mais de 500 pessoas. Entre eles, encontram-se os shoppings centers, igrejas e escolas, que são áreas com constante movimento público.
Outro ponto importante é a cobrança de 1% do custo total dos empreendimentos ao Fundo Municipal de Trânsito. Essa tarifa é destinada a todas as obras, inclusive aos incorporadores que obtiveram o direito de construir por meio da compra de Cepacs (Certificados de Potencial Adicional de Construção). O projeto de lei entrará em vigor somente para empreendimentos ampliados, reformados ou novos.
A iniciativa tornou-se imprescindível após entraves na execução dos trabalhos da Subcomissão de Polo Gerador de Tráfego. Os autores do PL são os vereadores Aurélio Miguel (PR), Donato (PT), Abou Anni (PV), Adilson Amadeu (PTB) e o ex-vereador Jorge Tadeu (DEM). Até o fechamento desta edição, o projeto ainda aguardava sanção do prefeito de São Paulo Gilberto Kassab.
Cresce o poder de compra da classe média
Estudo aponta elevação da demanda habitacional da classe C até 2016 no Brasil. Cerca de 1,4 milhão de imóveis são esperados nos próximos seis anos
Estudo realizado pela consultoria MB Associados constatou que o poder de compra da classe média (correspondente à classe C), hoje estimado em R$ 600 bilhões, deve somar R$ 1,4 trilhão em 2016. O aumento eleva as projeções de venda imobiliária para o segmento, que deverá comercializar 1,4 milhão de unidades habitacionais em 2016. De acordo com o estudo, as áreas com maior demanda imobiliária para essa camada da população são as regiões Sudeste e Nordeste, que, juntas, deverão responder pelo lançamento de cerca de 435 mil imóveis.
De acordo com a pesquisa, a demanda imobiliária média anual - 2010 a 2016 - em número de imóveis por classe de renda é de 489.786 unidades habitacionais para classe média C; de 50.778 para classe A; de 178.195 para a classe B, e de decréscimo de 348.895 unidades para as classes DE. "A projeção aponta uma demanda potencial forte na classe média. Como se espera que haja uma migração líquida da classe baixa para a média, deveremos ver uma queda da demanda potencial nova no segmento popular. Em outras palavras, o atendimento ao setor será importante para diminuir o déficit habitacional", explica Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados e responsável pelo estudo.
Construtora mexicana lança empreendimento
Depois da inauguração de uma unidade em Marília (SP), a construtora e incorporadora mexicana Homex construirá 1.170 casas na zona Oeste da cidade paulista. Nomeado de Praças de Marília, o empreendimento tem previsão para estar pronto até dezembro deste ano. A empresa irá investir mais de R$ 7 milhões, utilizados na execução de habitações com custo médio de R$ 65 mil. Os imóveis poderão ser financiados pelo programa Minha Casa, Minha Vida.
PDG Realty compra a Agre
A construtora e incorporadora PDG Realty agora é proprietária de 100% da construtora Agre, incorporando um patrimônio total de R$ 9 bilhões. A parceria pode render um VGV (Valor Geral de Vendas) de R$ 6,5 a R$ 7,5 bilhões em 2010, o que supera as expectativas de lançamento de outras empresas do setor. Unidas, a PDG Realty e a Agre somam R$ 4,27 bilhões em lançamentos, além de mais R$ 4,26 bilhões em vendas imobiliárias.
CURTAS
Inauguração de fábrica
A multinacional italiana Vortex Hydra, fabricante de máquinas de telhas de concreto, instalou uma subsidiária no Brasil. A nova unidade está localizada no Estado de São Paulo e responde ao crescimento da demanda tanto no mercado brasileiro quanto sul-americano.
CSN amplia produção
A CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) pretende aumentar sua capacidade produtiva e triplicar o valor de sua receita no setor da construção civil. Para alcançar esse objetivo, a empresa irá investir um montante de US$ 1,1 bilhão na produção de aço plano, cimento e aços longos. Até o final de 2012, é previsto que a CSN implante três novas fábricas de aços longos, com capacidade esperada de 500 mil toneladas. Já o cimento, a partir de 2013, pode atingir o volume de sete milhões de toneladas produzidas.
Selo ecológico
Os empreendimentos habitacionais serão qualificados pelo Selo Casa Azul, da Caixa Econômica Federal, a partir de junho. O programa tem como objetivo classificar projetos adequados aos 46 critérios socioambientais, divididos em seis categorias: qualidade urbana, projeto e conforto, eficiência energética, gestão da água, conservação de recursos materiais e práticas sociais. O selo ainda contemplará aqueles que possuem maior preocupação com o desenvolvimento ambiental construtivo, cconforme o desempenho: bronze, prata e ouro.
Errata
Na reportagem de capa da edição de maio de Construção Mercado (no 106), intitulada "Você está pronto?", o engenheiro Mauricio Bernardes foi associado, equivocadamente, à construtora BKO Engenharia. Na realidade, Bernardes é gerente de desenvolvimento tecnológico da Tecnisa.