Polo sorocabano de Parque Tecnológico impulsiona mercado imobiliário em Sorocaba Projeto de construção de Parque Tecnológico impulsiona mercado imobiliário e industrial da cidade do interior paulista
Desde o início do ano, Sorocaba, município paulista com cerca de 580 mil habitantes, está recebendo investimentos do Governo Municipal para a construção do Parque Tecnológico Incentivado. O espaço, com cerca de 20 milhões de metros quadrados, compreenderá indústrias de diversos setores, como a Toyota, que pretende investir R$ 1,6 bilhão em sua nova unidade e atrair 2.500 empregos diretos e mais 2.000 indiretos. O projeto tende a alavancar uma demanda por mão de obra e consequente aquecimento do mercado imobiliário. "As construtoras já estão começando a procurar oportunidades na região", confirma Flávio Amary, vice-presidente do interior do Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo) e diretor geral da unidade regional do sindicato na cidade.
Vista aérea da área em que será instalada a fábrica da Toyota
De acordo com pesquisa apresentada pelo Sinduscon-Sorocaba (Sindicato da Indústria da Construção) em abril, até fevereiro deste ano, foram contratados 73.792 funcionários do setor na cidade, índice superior a regiões metropolitanas como Campinas e São José dos Campos. "Hoje se vê na cidade grandes condomínios horizontais e verticais, que surgiram do interesse das construtoras na cidade", expõe o gerente regional da entidade, José Sarracini Jr.
Os investimentos imobiliários ao redor do Parque Tecnológico ainda não se iniciaram, mas já existem empreendimentos de grandes construtoras na região, como Rossi e Tecnisa. A JHSF pretende entregar mais de 180 unidades habitacionais até o final do ano. A expectativa é atender não apenas aos sorocabanos, como também às famílias oriundas de toda a região metropolitana de São Paulo, já que o acesso ao município está facilitado por causa de melhorias na infraestrutura das rodovias Castello Branco e Raposo Tavares.
O Parque Tecnológico Incentivado é uma proposta determinada por Lei Municipal, que permite a redução de tributos às indústrias por 12 anos, incluindo tarifas como o ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza) e o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). O objetivo da prefeitura é transformar Sorocaba em um pólo incentivado de industrialização. "A região de Sorocaba vem se destacando em infraestrutura e se preparando para o desenvolvimento há algum tempo", complementa Erwin Tubandt, diretor da consultoria imobiliária Binswanger Brazil.
Obras no Rio O governador Sérgio Cabral liberou verba de R$ 90 milhões para a viabilização de obras de dragagens de rio e contenção de encostas na cidade do Rio de Janeiro. Em conjunto, foi criado o Programa Morar Seguro, que subsidiará R$ 1 bilhão do espaço fiscal relativo a 2009 na viabilização de dez mil unidades habitacionais para a população retirada das áreas de risco. O conjunto de propostas do Governo do Estado inclui ainda R$ 46 milhões para a compra de terrenos em Niterói, São Gonçalo e no próprio Rio de Janeiro.
Votorantim
Oito novas fábricas da Votorantim Cimentos serão implantadas no País até 2013, com investimento de R$ 2,5 bilhões. Até o fim deste ano, a expectativa é que a Votorantim produza 27 milhões de toneladas de cimento, o que representa um percentual superior a 12,5% da capacidade atual. As novas unidades serão localizadas em sete Estados: Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Paraná, além de duas empresas no Pará.
Curitiba
O Sinduscon-PR (Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Paraná) apresentou em abril pesquisa que aponta o intento de 35% dos curitibanos em comprar imóveis no próximo triênio. Cerca de 15 mil pessoas foram consultadas, todas com faixa de renda familiar que varia em torno de R$ 2.500. Os dados indicam que 34,7% dos entrevistados optam por comprar um apartamento; a preferência para uso próprio chega a 86,9%. Já os imóveis com valor de até R$ 150 mil têm preferência de 58,15%, enquanto os empreendimentos de R$ 150 a R$ 250 mil compreendem 24,4%. Em comparação com os resultados de novembro de 2009, o interesse em comprar imóveis cresceu de 10% para 35% na região.