Crescimento em quatro capitais Em algumas cidades, mesmo com o alto preço dos imóveis, as vendas seguem muito bem - em quantidade e velocidade
São Paulo Na capital paulista
os lançamentos tendem a crescer e "há probabilidade de se fechar o ano com alta
de 10%, ou seja, volume próximo de 35 mil moradias", afirma Luiz Paulo Pompéia,
diretor da Embraesp. Ele destaca também que o volume de vendas para 2010 está
estimado em 37 mil a 38 mil unidades, 5% superior a 2009. Desse modo, "tudo
indica que 2010 poderá surpreender, especialmente nos segmentos popular e
econômico, constituindo-se no ano da maior produção da história, ultrapassando
até 1996, quando as cooperativas habitacionais lançaram inúmeros
empreendimentos, dos quais boa parte não vingaram. Ou seja, o mercado agora é o
grande protagonista da habitação popular", cita Pompéia, em relatório anual da
Embraesp de 2009.
Rio de
Janeiro O mercado de imóveis residenciais no Rio de Janeiro
deve crescer em torno de 15% em 2010, segundo estimativa de Rogerio Chor,
presidente da Ademi (Associação de Dirigentes do Mercado Imobiliário) do Rio de
Janeiro, que não esconde seu otimismo com o mercado carioca. "Nunca estive tão
otimista. Há a Copa de 2014, as Olimpíadas. Pela primeira vez no Rio temos
governo municipal, estadual e federal alinhados", comemora Chor. Ele avalia que,
em termos de comercialização de imóveis residenciais, "é razoável prever um
aumento de 20% a 25% no primeiro semestre no Rio de Janeiro".
Porto Alegre Já no
mercado imobiliário de Porto Alegre, a taxa de velocidade de vendas (relação das
vendas sobre as ofertas) de imóveis novos foi de 12,78% em abril de 2010,
resultado superior àquele registrado no mês imediatamente anterior (março/2010),
quando alcançou 12,53%, aponta pesquisa realizada pelo Sinduscon-RS
(Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio Grande do
Sul). No mesmo mês de 2009 esta taxa foi de 10,61%. "Estamos projetando
crescimento de 15% do mercado imobiliário de Porto Alegre neste ano, e esta é
uma perspectiva conservadora", avalia Marco Túlio Ferreyro, economista do
Sinduscon-RS (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Rio grande
do Sul), acrescentando que este aumento "é muito pautado pela dinâmica do
primeiro semestre, que está sendo espetacular".
Recife Em abril de 2010 o IVV (Índice de
Velocidade de Vendas) de imóveis residenciais novos na Região Metropolitana do
Recife foi de 14,7%. Esse foi o melhor resultado de abril de toda série
histórica da pesquisa realizada pela Fiepe (Federação das Indústrias do Estado
de Pernambuco). "Esperamos um crescimento entre 25% e 30% das vendas de imóveis
residenciais novos na Região Metropolitana do Recife", afirma Ozangela Sena,
economista da unidade de pesquisas técnicas da Fiepe. Esse avanço expressivo se
justifica, segundo a economista, porque "as expectativas tanto de oferta de
emprego como de concessão de crédito são expressivas para todo o Estado de
Pernambuco." Ela destaca ainda que as apurações da Fiepe mostram que o ritmo de
IVV aumenta na mesma medida em que cresce o crédito habitacional, "e existe uma
grande expectativa de ampliação do crédito no Estado, pois a Caixa já informou
que vai rever para cima a concessão de crédito aqui".
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