Empresas pioneiras na adoção de empreendimentos na plataforma BIM preferem manter seus talentos sob sigilo
O número de profissionais capacitados a trabalharem na plataforma BIM (Modelagem da Informação na Construção) é tão restrito no Brasil que alguns contratantes que conseguiram atrair ou formar esse pessoal preferem mantê-los sob sigilo. O diretor de uma grande companhia confessou ter receio de que os gerentes de sua empresa participem de eventos, palestras ou até mesmo deem entrevistas à imprensa. "Já fui advertido que assim que esses talentos se mostrarem ao mercado, terei que lidar com o assédio de empresas concorrentes que também estão usando ou planejam usar o BIM", disse ele.
Nem em 2D dá
Uma construtora interessada no desenvolvimento de empreendimentos na plataforma BIM revela dificuldades na adesão de seus prestadores de serviço de projeto à modelagem. O motivo: excesso de trabalho. Segundo os projetistas, a demanda do mercado tem sido tão grande que eles não conseguem nem mesmo atender, nos prazos, os projetos elaborados em duas dimensões, quiçá em 3D e com novas ferramentas. Isso sem contar que, num estágio inicial de adoção e até que os profissionais dominem a nova linguagem e as tecnologias necessárias, o BIM representaria uma diminuição expressiva da produtividade dos escritórios de projeto.
BATE-ESTACA
Provisório?
Especialistas do setor aeroportuário se mostraram reticentes quanto à construção de 13 módulos operacionais provisórios em aeroportos brasileiros, anunciada pela Infraero, como medida preventiva para atender às demandas da Copa, em 2014. O receio é que, passada a emergência da competição internacional, os implementos teoricamente provisórios tornem-se a solução definitiva.
Juntas defeituosas
"O volume de ocorrências de defeitos precoces em juntas de dilatação de obras de arte no Brasil é crítico", afirma um perito de estruturas. Segundo ele, um viaduto da cidade de São Paulo, quando inaugurado oficialmente, já apresentava juntas defeituosas. "E casos assim não são raros", dispara.
Leilão tem limite
O diretor de uma grande incorporadora conta que a briga salarial por engenheiros qualificados chegou a tal nível que a empresa decidiu abdicar do leilão por engenheiros. "Os de fora já estão ganhando muito bem e a empresa não está disposta a elevar ainda mais os salários", conta. E olha que a incorporadora tem remunerações atrativas. Os tetos são: R$ 12 mil para mestres de obras; R$ 6 mil para engenheiros recém-formados; e R$ 9 mil para engenheiros com três a quatro anos de experiência. A solução? "Apostamos no treinamento e efetivação de quem já está na empresa."