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Painel de mercado  
Prefeitura de São Paulo cria fundo imobiliário
Objetivo é aumentar investimentos na construção de moradias populares

RODRIGO NUNES
Visando construir novas moradias para a população de baixa renda na cidade, a prefeitura de São Paulo investir
á em parcerias com o setor privado para criar um fundo imobiliário e alavancar seus investimentos em habitação popular. A proposta foi anunciada du­­rante o 1o Congresso Internacional de Ha­­­bitação e Desenvolvimento Urbano rea­­­lizado no final de junho na capital pau­­lista. Para Domingos Pires, secretário-adjunto municipal de Desenvolvimento Urbano, "a prefeitura tem de co­­meçar a atuar mais como agência fo­­­mentadora e reguladora da habitação do que como produtora de unidades".

Segundo o anúncio, a estratégia é fazer parcerias com a iniciativa privada, cedendo terrenos em troca da construção de unidades de interesse social. O lucro do empreendedor viria da venda de unidades para a classe média (Habitação de Mercado Popular), construídas no mesmo terreno.

A renda arrecadada com a locação social das unidades vai para um fundo, que poderia captar recursos no mercado comercializando títulos, os CRI (Certificados de Recebíveis Imobiliários). O dinheiro arrecadado poderia ser usado para adquirir mais terrenos e fazer novos empreendimentos. "O programa Minha Casa, Minha Vida é importante, mas não é suficiente em São Paulo. Temos de estabelecer parcerias com a iniciativa privada. O poder público sozinho não tem como construir moradia no volume e no ritmo necessário para dar conta do déficit paulistano", completou o secretário-adjunto.

 

DIVULGAÇÃO: GAFISA
Alceu Duílio Calciolari, presidente da Gafisa
Gafisa tem novo presidente

Alceu Duílio Calciolari assumiu oficialmente como novo presidente da Gafisa. O ex-diretor financeiro, que tem 11 anos de empresa, foi oficializado depois de ocupar a vaga interinamente por quase dois meses. O executivo terá pela frente o desafio de gerir a segunda incorporadora com maior queda nos últimos 12 meses entre todas as de capital aberto.

Antes de ingressar na companhia, o executivo atuou como diretor financeiro da Tupy S/A e ALL (América Latina Logística). Calciolari é formado em administração de empresas e possui mestrado em controladoria pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).

Em seu lugar na diretoria financeira entrou Rodrigo Osmo, que acumulará a função de diretor-superintendente da AlphaVille Urbanismo até o final do ano. O executivo, há cinco anos na companhia, está à frente do plano de negócios que irá fundamentar a compra dos 20% ainda pertencentes à Alphapar.

 

DIVULGAÇÃO: RACIONAL
Galpões paulistas entre os mais caros do mundo

Segundo estudo da Colliers, São Paulo ocupa a quarta colocação no ranking mundial dos maiores valores de locação, à frente de Londres

De acordo com levantamento realizado pela Colliers, referente ao primeiro trimestre de 2011, a região do eixo da rodovia Castello Branco, no Estado de São Paulo, possui o quarto valor médio mais caro para locação de galpões isolados do mundo, cerca de R$ 23,50/m², ficando atrás apenas de Tóquio (R$ 32,30), Zurique (R$ 25,50) e Hong Kong (R$ 24,00).

Cidades como Genebra (R$ 22,60), Cingapura (R$ 22,50) e Londres (R$ 21,00) possuem média de valores mais baixa. Comparando com as cidades da América Latina, São Paulo aparece na liderança, ficando à frente de Bogotá (R$ 12,8), Buenos Aires (R$ 9,6) e Cidade do México (R$ 7,8).

O inventário de galpões isolados está em torno de 4,6 milhões de metros quadrados, distribuídos nas cidades de Guarulhos, Barueri, Osasco, Jandira e Itapevi, com taxa de vacância atual de 1%. Segundo a Colliers, a redução de oferta de galpões nessas regiões e a boa localização são fatores determinantes para a baixa vacância.

Num comparativo entre essas cidades, Barueri lidera o ranking de valor médio de locação de galpões isolados, com R$ 30,00/m², seguido por Osasco (R$ 25,00), Guarulhos (R$ 23,15) e Jandira (R$ 20,00).

 

Senado aprova Regime Diferenciado de Contratações

Por 46 votos a 18, o Senado aprovou o PLV (Projeto de Lei de Conversão) 17/11 que cria o RDC (Regime Diferenciado de Contratações Públicas) para as licitações e contratos para obras da Copa das Confederações em 2013, para a Copa do Mundo de 2014, para a Olimpíada de 2016 e para obras de aeroportos em um raio de até 350 km das cidades-sede dos jogos. O PLV é decorrente da Medida Provisória 527/11 e agora segue para sanção da presidente Dilma Rousseff.

Segundo o documento, órgãos de controle interno e externo, como o TCU (Tribunal de Contas da União), terão acesso permanente às estimativas dos custos das obras e os licitantes só saberão os valores após a licitação.

Outra emenda da Câmara retirou a possibilidade de a Fifa (Federação Internacional de Futebol) e o COI (Comitê Olímpico Internacional) exigirem mudanças nos projetos básico e executivo de obras dos eventos esportivos sem limites para aumento do orçamento.

 

Curtas

Pacotão de benefícios

A prefeitura do Rio de Janeiro anunciou o lançamento de uma carta de crédito para a compra da casa própria com subsídio de até R$ 30 mil aos seus 160 mil servidores públicos (ativos e aposentados). "Diante dos altos valores do mercado imobiliário no Rio, tornou-se fundamental ajudar na compra da casa própria", disse o secretário-chefe da Casa Civil, Pedro Paulo Carvalho.

PDG compra REP

A construtora e incorporadora PDG Realty anunciou a aquisição de 33,54% da REP (Real Estate Partners Desenvolvimento Imobiliário), passando a deter o controle da administradora de shopping centers. O valor da operação não foi informado, mas está prevista a redução e eliminação da fatia que a PDG possui na LDI Desenvolvimento Imobiliário. Com isso, a PDG, que já possuía cerca de 25% da REP, passa a ser a controladora da companhia, com participação de 54,27%. A LDI ficará com os 45,73% restantes.

21 anos...

A reportagem de capa da Construção Mercado, edição de abril de 1990, colocava em xeque o mercado imobiliário de luxo após promessa do governo de priorizar recursos para obras sociais, entre elas a habitação popular. A medida colocou construtores, fabricantes e arquitetos em estado de alerta. O temor era de que a única saída para a sobrevivência das empresas fosse o mercado popular.

 
 
 
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Edição 121
Julho/2011
     
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