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Demanda por obras públicas e privadas em Rio Grande
Impulsionada pela modernização do estaleiro Rio Grande, inaugurado em 2010, a cidade receberá cerca de R$ 16 bilhões até 2020, com aumento na população e demanda por infraestrutura e habitação

LAURO BARCELLOS
Com ambição de ser o principal porto do Mercosul, cidade prevê crescimento populacional de mais de 100%
A construção civil em Rio Grande (a 360 km de Porto Alegre) tem experimentado crescimento acelerado. A cidade abriga obras públicas e privadas, de infraestrutura e moradia. O principal motor do desenvolvimento são investimentos federais, feitos a partir de 2005, no Polo Naval.

Com o aquecimento da construção náutica, o Polo, que abrange o Porto e o DIRG (Distrito Industrial de Rio Grande), recebeu investimentos para melhoria na infraestrutura e acesso de embarcações e veículos. Até 2020, a cidade receberá R$ 16 bilhões. Além de indústrias de alimentos, fertilizantes e químicas, o Polo abriga estaleiros. "A vocação é se tornar o principal porto do Mercosul", acredita o secretário municipal de Coordenação e Planejamento, Paulo Renato Cuchiarra. A movimentação portuária anual é de 30 milhões de toneladas. Essa capacidade irá subir para 50 milhões de t/ano em 2015, segundo a prefeitura. Hoje, estão sendo construídas quatro plataformas petrolíferas que empregam cerca de quatro mil trabalhadores. Só a Petrobras já tem contratados U$$ 7,4 bilhões para os próximos cinco anos, com previsão de atrair mais 10 mil trabalhadores.

Com o aumento da atividade do Polo Naval, foi necessário ampliar a infraestrutura, duplicando estradas, como a BR 392, que liga o município à capital gaúcha. Em 2005 a frota da cidade contava 53 mil veículos. Hoje, são 80 mil. Tanta atividade atraiu mão de obra para a cidade, que tem agora 198 mil habitantes, com previsão de ter 420 mil em 2020. Cuchiarra afirma que "toda a infraestrutura urbana será ampliada". As construções vão desde shopping centers a moradias populares do Minha Casa, Minha Vida. O diagnóstico do secretário é animador. "Verifica-se acelerado crescimento no setor, com demanda por habitações populares e de luxo."

Fundada em 1737, Rio Grande tem um Centro Histórico tombado, com restrições de construção. Valorizada pelo potencial turístico, a região tem se verticalizado. A cidade ganhou dois hotéis de grande porte, o Villa Moura Executivo (196 leitos) e o Swan Tower Express (200 leitos). A substituição de casas por prédios residenciais também acontece nos bairros tradicionais. O MCMV tem empreendimentos que perfazem 1.939 unidades habitacionais. Cerca de 50% dos imóveis são para quem recebe até três salários; 30% para quem ganha de três a sete e, por fim, 20% para quem dispõe de mais de dez salários mensais. Na zona de expansão urbana, atrai investimentos o eixo da estrada RS-734 e as proximidades do Balneário Cassino (praias).

 

Saneamento na baixa renda

A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou no início de dezembro o projeto de lei para a criação do programa Pró-Conexão, conhecido como "Se Liga na Rede". O projeto, pleiteado pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) junto ao Governo do Estado, vai custear as obras dentro dos imóveis para que famílias de baixa renda se conectem à rede de esgoto. O projeto segue agora para a sanção do governador Geraldo Alckmin. Segundo a companhia, serão 192 mil novas conexões, com benefícios para cerca de 800 mil pessoas.

Teleférico na Rocinha

O Governo do Rio de Janeiro pretende construir um teleférico nos mesmos moldes do Complexo do Alemão na Favela da Rocinha, agora pacificada. O projeto faz parte da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), que somará mais de R$ 700 milhões em obras na região e ainda está em negociação com o Governo Federal.

O teleférico será ligado à Linha 4 do metrô e a um plano inclinado, com três estações, que vai ligar o acesso principal da Rocinha (Autoestrada Lagoa-Barra) ao final da Rua 1, próximo ao Túnel Zuzu Angel.

Governo desonera Minha Casa

O Ministério da Fazenda ampliou o valor máximo de habitações de interesse social do programa Minha Casa, Minha Vida, que passou de R$ 75 mil para R$ 85 mil. Com a medida, a produção dos imóveis nesta faixa de preços pelo programa deixa de pagar a alíquota de 6% do Regime Especial de Tributação da Construção Civil, que passa para 1%.

 

 
 
 
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Edição 126
Janeiro/2012
     
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