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Construtora apresenta 55% de aumento no faturamento em 2004



Em tempos de crise no setor da construção, uma construtora do interior paulista se destaca com aumentos no volume de vendas e no faturamento anual. Levantamentos internos da RPS Engenharia apontaram um aumento de 55% no faturamento anual e projetam um aumento de 50% no volume de obras em 2004, em relação ao ano passado. Em termos práticos, isso equivale à entrega de 21 unidades residenciais por mês até o final do ano. Para o diretor da empresa, Roberto Chaves Pereira de Souza, os bons resultados são conseqüências dos investimentos na profissionalização do sistema de gestão da construtora. A RPS Engenharia, empresa nível A do PBQP-H, recebeu em março a certificação ISO 9001:2000.


CSN fabricará cimentos a partir de 2005

A CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) pretende entrar no ramo de cimentos nos próximos dois anos. O investimento total será de aproximadamente R$ 43 milhões. O projeto-piloto deve se iniciar no próximo mês de janeiro, com a aquisição de material para produzir variações dos produtos e com o início da comercialização na região Sudeste. No ano de 2006, a empresa estima produzir 1,1 milhão de toneladas de cimento e, quando estiver em funcionamento pleno, deter até 5% desse mercado regional. Boa parte da matéria-prima será fornecida pela própria CSN: a escória, resultante da fabricação do aço da usina em Volta Redonda (RJ), será misturada ao calcário de sua mina de Arcos (MG) para a confecção do cimento.

O local da nova fábrica deverá ser definido nos próximos meses, após resolução de questões de incentivos fiscais - negociados com os governos do Rio de Janeiro e de Minas Gerais - e de logística.


Índice Nacional da Construção Civil cresce menos em 2004

O Índice Nacional de Construção Civil, calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em convênio com a Caixa, subiu 0,94% em julho. No ano, o acumulado ficou em 5,94%, porcentagem menor do que a registrada no mesmo período de 2003 (10,38%). Os reajustes salariais ocorridos no Paraná e no Mato Grosso pressionaram os índices das regiões Sul e Centro-Oeste, respectivamente, que ficaram acima da média nacional. Em julho, o custo nacional/m2 ficou em R$ 484,75, composto por R$ 278,79 relativos aos materiais e R$ 205,96 relativos à mão-de-obra.


Setor de agregados espera crescimento em 2004

A expectativa do Sindipedras (Sindicato da Indústria de Mineração de Pedra Britada do Estado de São Paulo) e da Anepac (Associação Nacional das Entidades de Produtores de Agregados para Construção Civil) é de que, com investimentos públicos em obras de infra-estrutura e habitação, haja um crescimento do setor entre 3% e 5%. A projeção positiva ocorre depois de um forte período de crise, no qual a produção de agregados caiu cerca de 27 milhões de toneladas entre 1997 e 2003.


BNDES investe R$ 39,4 milhões na Dutra

A concessionária da rodovia Presidente Dutra receberá do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) um investimento de R$ 39,4 milhões. A verba será direcionada para obras de restauração de pavimentos e canteiros centrais, alargamento de pontes e viadutos e construção de vias marginais nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e São José dos Campos (SP). A Dutra é o corredor que liga as capitais paulista e fluminense. O montante corresponde a 45% do total que a concessionária deve investir na rodovia.



Hydro conclui expansão da fábrica em Itu (SP)

A Hydro Alumínio Acro, fornecedora de perfis extrudados de alumínio, inaugurou a terceira expansão de sua fábrica em Itu (SP). O conjunto conta, agora, além do prédio de infra-estrutura, com uma prensa de extrusão e uma série de equipamentos complementares que incorporam tecnologia européia de confecção de perfis. Com a ampliação, a capacidade de produção de alumínio da fábrica no interior paulista aumenta em 50%, possibilitando à empresa desenvolver sistemas de alumínio para a arquitetura e para a construção civil.


Gerdau registra lucro de R$ 1,3 bilhão

O Grupo Gerdau fechou o primeiro semestre de 2004 com um lucro líquido de R$ 1,3 bilhão, valor 134% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. Segundo a empresa, o aquecimento dos mercados Norte e Sul-americano e o aumento dos preços dos produtos siderúrgicos no exterior foram os fatores responsáveis pela performance da Gerdau no ano. O faturamento registrado entre junho e julho deste ano ficou em R$ 11,3 bilhões, cerca de 51% maior do que o do ano passado. Deste total, R$ 7,2 bilhões vieram de exportações e vendas de unidades na América do Norte, na Argentina, no Chile e no Uruguai.


Camargo Corrêa fomenta apoio a associações de bairro

A Rede Corrente Viva, em parceria com o Vista Urbana Arquitetos Associados, conseguiu junto ao Instituto Camargo Corrêa os recursos necessários para realização de duas obras de adaptação e reforma de duas das 11 sedes das associações de bairro que fazem parte do GT Construção: o Centro Social São José, na Vila São José e a Associação Cultural e Recreativa Turma da Touca, no Jardim Mitsutani, ambas em São Paulo. A Rede busca o fortalecimento das associações por meio da melhora e ampliação do atendimento pedagógico e comunitário nesses espaços. O GT Construção continua buscando parceiros no segmento de fornecedores de materiais e serviços. As empresas interessadas podem entrar em contato com a Rede Corrente Viva (corrente@corrente.org.br) ou com o Vista Urbana (vistaurbana@ vistaurbana.com.br).


Exportação de revestimentos cerâmicos bate recorde em 2004

O setor de revestimentos cerâmicos brasileiro exportou mais de US$ 150 milhões na primeira metade do ano. O faturamento de R$ 31 milhões, registrado em junho, foi o maior da história, segundo a Anfacer (Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimento). Os números revelam o aquecimento do mercado externo em 2004, liderado pelos Estados Unidos. Contribuíram para o aumento a participação das empresas do setor em eventos de negócios, como a Revestir e a Coverings, e a valorização do Euro em relação ao Dólar, que tornou mais competitivo o preço dos produtos nacionais em relação aos concorrentes europeus.


Vendas de cimento registram pequeno aumento em junho

As vendas de cimento aumentaram 6,24% em junho, em comparação com o mês anterior. O levantamento realizado pelo Snic (Sindicato Nacional da Indústria do Cimento) mostrou que o consumo chegou, no mês, a 2,74 milhões de toneladas. O tímido aumento, porém, não despertou a euforia nos fabricantes, que esperam indícios mais sólidos de recuperação da economia para apostar em crescimento ainda este ano. -Ainda não temos segurança para falar se o comportamento do mês de junho é algo pontual ou se é uma tendência para os próximos meses-, afirma o diretor do Snic, José Otávio Carvalho. O ano de 2003 foi o pior para as cimenteiras, que venderam apenas 34 milhões de toneladas. Desde 2000, o setor observa quedas nos volumes de vendas.



Nova conceituação para o BDI

O Instituto de Engenharia de São Paulo e a PINI Serviços de Engenharia, com apoio da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) promoveram no dia 10 de agosto, na sede paulistana do IE (Instituto de Engenharia), o seminário "BDI - Soluções e Rumos". O objetivo do encontro, que reuniu mais de 200 profissionais de órgãos públicos das três esferas governamentais, foi discutir publicamente os critérios que fundamentam a composição do BDI e tornar o cálculo da taxa mais objetivo e transparente.

Durante o evento, foi apresentada uma proposta com nove itens (veja boxe), dentre os quais se destaca a mudança da sigla de BDI (Benefícios e Despesas Indiretas) para LDI (Lucro e Despesas Indiretas). A idéia é contrastar claramente o lucro das construtoras com as despesas indiretas. "Precisamos acabar com o falso conceito de que BDI é sinônimo de lucro", afirmou durante o evento o engenheiro Maçahico Tisaka, coordenador técnico do evento e da proposta do Instituto de Engenharia.

Após o término do seminário, as opiniões e sugestões do público foram coletadas e ajudarão a compor um documento-base que servirá de eixo central para a discussão do tema em outros Estados brasileiros. "BDI não é uma questão de opinião, mas de aritmética", afirmou durante o evento o presidente do IE, Eduardo Lafraia. "Assim como está errado brigar pelo BDI sem embasamento, também é um equívoco reduzi-lo ou simplesmente eliminá-lo sem qualquer base técnica", concluiu. Construção Mercado publicará texto com o documento-base da proposta do Instituto de Engenharia.

Leia mais
"Despesa Direta ou Indireta", Construção Mercado no 37, página 42, "Reformar o BDI", artigo, de Maçahico Tisaka, Construção Mercado no 37, página 46


Conheça a proposta do IE para reformar o BDI

1. Incluir no cálculo da taxa de Leis Sociais as despesas com alimentação e transporte dos operários

2. Incluir no cálculo da taxa de Leis Sociais as despesas com EPIs (equipamentos de proteção individual) e ferramentas manuais

3. Discriminar na planilha orçamentária todas as despesas com instalação do canteiro de obras, mobilização e desmobilização de equipamentos

4. Discriminar na planilha orçamentária todas as despesas da administração local, considerando-as como custos diretos

5. Incluir no cálculo do BDI uma taxa de risco, isolada e explícita, aplicável em contratos de empreitada por preço fixo, global ou integral

6. Confirmar a prática de incluir no cálculo do BDI uma taxa de custo financeiro quando o prazo de pagamento das medições for superior a dez dias

7. Adotar as alíquotas e taxas dos tributos do regime de Lucro Presumido no cálculo do BDI, independente da opção contábil

8. Desdobrar a taxa de benefício em duas: lucro e despesas de comercialização

9. Mudar a sigla BDI (Benefícios e Despesas Indiretas) para LDI, Lucro e Despesas Indiretas


Construção Mercado 38 - setembro de 2004
 
 
 
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Edição 38
Janeiro/2009
     
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