Em outubro, a cadeia produtiva da construção civil se reuniu no Enic (Encontro Nacional da Indústria da Construção Civil) em Vitória. Na reunião, foram lançados concursos para o próximo ano, como o 1. Concurso para a Responsabilidade Social no Setor da Construção Civil - organizado pela CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) - e o 1. Prêmio Melhores Práticas da Comunidade da Construção - realizado pela ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland).
O presidente da CBIC, Paulo Safady Simão, destacou a aproximação de construtores, agentes financeiros e mercado de capitais, por conta da lei sobre o patrimônio de afetação, para desenvolver produtos novos adequados ao momento atual. "A partir do próximo ano, o mercado imobiliário nacional trabalhará com um novo cenário, mais forte, seguro, transparente e atraente", afirmou Simão.
O presidente do SindusCon-SP, João Claudio Robusti propôs, para o combate à informalidade na construção civil, uma reforma tributária que incluísse a extensão do regime do Simples ao setor, a revisão da legislação trabalhista e a desoneração da folha de pagamento. Ele também apresentou propostas para a redução dos entraves burocráticos que atrasam e encarecem a execução das edificações.
Novo sistema de atendimento aos clientes
A Camargo Corrêa Cimentos adotou um novo sistema de atendimento ao cliente. O programa de remodelação dessa área da empresa teve início com o programa Central de Atendimento, em 2001. Foram analisados e identificados os pontos fortes e fracos do fluxo das informações dentro da empresa, por meio de entrevistas com funcionários e consultas aos clientes. "Até então, não havia um sistema de linguagem única, o que causava uma dispersão muito grande no fluxo de informações. A nossa idéia era trazer à área unidade e alinhamento", diz a coordenadora de atendimento, Maria Arminda de Sene. Em seguida, foi traçado um novo plano das ações a serem tomadas com as informações e submeteram-se as equipes a diversos treinamentos para adaptação ao novo sistema.
Lopes cresce no segmento de imóveis de alto padrão
A Lopes Private, divisão de vendas de imóveis de alto padrão da Lopes Consultoria de Imóveis, vendeu 132 casas entre janeiro e julho deste ano, e estima um crescimento de 100% nas vendas em 2004. A empresa resolveu entrar no ramo para atuar como intermediária nas negociações entre vendedores e compradores, que normalmente ocorrem de forma direta.
Para o diretor da Lopes Private, Ricardo Teixeira, "este modelo quase sempre ocasiona demora na efetivação de negócios, entre outros entraves associados a documentos irregulares e questões judiciais". A Lopes Private oferecerá, entre outros benefícios, assistência jurídica aos compradores e um serviço de segurança para cuidar dos imóveis dos vendedores que concederem exclusividade à Lopes.
Fabricantes fecham parceria
A Amanco, fabricante dos produtos Akros Fortilit, passará a comercializar por meio de seus representantes as caixas d'água de polietileno da Tinabrás. A parceria, fechada em setembro pelas duas empresas, prevê uma primeira fase - em que somente o mercado paulista será atendido - e um momento posterior, em que as vendas serão estendidas aos demais Estados brasileiros, a começar pelo Rio de Janeiro.
Enquanto a Amanco amplia a gama de produtos oferecidos, a Tinabrás terá seus produtos em mais pontos de venda. "Sem dúvida, essa parceria agregará valor ao nosso produto e proporcionará um crescimento importante de nossas vendas", revela Roberto Schilman, presidente da Tinabrás.
Construtora reduz custos com DDD
A construtora Andrade Gutierrez interligou, por meio de tecnologia de voz sobre IP, seus escritórios de Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. A tecnologia reduz os custos com chamadas DDD (Discagem Direta a Distância), permitindo a transmissão de voz pela internet. A empresa já utilizava em seus escritórios um sistema semelhante, mas as transmissões de voz e dados eram feitas por links separados. A nova solução, desenvolvida pela PL Tecnologia, une as transmissões em apenas um link.
Propostas para redução do déficit habitacional
O presidente executivo da Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção), Francisco Sanz Esteban, apresentou à imprensa no dia 29/09 quatro principais linhas de trabalho para fomentar o mercado de construção habitacional. A entidade pretende aumentar o crédito e financiamento, reduzir os custos de construção e melhoria da produtividade, desenvolver políticas e programas habitacionais bem como aumentar a representatividade do setor de materiais de construção como indústria.
A Abramat defende a construção até 2009 de dois milhões de novas unidades habitacionais, a geração de um milhão e meio de empregos diretos, quatro milhões de empregos induzidos e indiretos e uma arrecadação adicional entre R$ 3 bilhões e R$ 5 bilhões. Fundada em abril deste ano e com 50 associados, as ações propostas pela entidade, bem como sua criação, nasceram a partir da iniciativa de um grupo de 21 indústrias que encomendaram à empresa de consultoria Booz Allen Hamilton um estudo para buscar soluções para desenvolver o mercado de construção habitacional.
Tecnisa constrói para terceiros
A construtora Tecnisa passou a construir para outros incorporadores no segundo semestre de 2004. Há cinco anos, a companhia já executava empreendimentos para outras empresas, mas agora isso ficou formalizado por meio da criação de um departamento especialmente preparado para isso. A Tecnisa investiu cerca de R$ 1 milhão no último ano em sistemas de gestão e treinamento de profissionais. A empresa deve fechar dois empreendimentos ainda neste ano e mais quatro em 2005.
Louças sanitárias e revestimentos cerâmicos têm ICMS menor
O Governo de São Paulo reduziu de 18% para 12% a alíquota de ICMS das louças sanitárias e de cerâmicas de revestimento. Nos dois casos, a redução também será aplicada no comércio, o que significa uma renúncia fiscal de aproximadamente R$ 36 milhões. As ações fazem parte do programa "São Paulo Competitivo", que procura desenvolver um cenário mais propício a investimentos no Estado.
Otis certifica fornecedores
A fabricante de elevadores Otis entregou em agosto o certificado "Programa de Qualidade Q+" a dois de seus fornecedores. Receberam o documento a fabricante de guias de elevadores Monteferro e a fabricante de peças estampadas e montagens Amianti. O processo de certificação dura de 12 a 18 meses e avalia pontos como administração e controle de qualidade, manuseio e armazenagem de materiais, segurança, saúde e meio ambiente.
O "Programa de Qualidade Q+" possui quatro níveis de certificação - de empresas que possuem sistema de qualidade documentado e parcialmente implementado (nível 1) a empresas que possuem sistema documentado, implementado, com resultados medidos e melhoria contínua (nível 4). As fornecedoras receberam a certificação nível 3.
PBQP-H será exigido de construtoras em São Paulo
As construtoras que quiserem participar de processos de licitação na cidade de São Paulo deverão apresentar certificação do PBQP-H. Um convênio entre entidades de classe e a prefeitura, que depende apenas do Ministério das Cidades para ser efetivado, estabelecerá a exigência para as empresas que participam das licitações de obras na capital paulista.
As construtoras terão prazos para atingir os níveis de qualidade do programa - seis meses para alcançar o nível D, um ano para o nível C, um ano e meio para o nível B, e dois anos para atingir o nível A. Entre as entidades conveniadas estão o SindusCon-SP, a Cohab, a Emurb (Empresa Municipal de Urbanização) e associações do setor da construção civil. Segundo o SindusCon-SP, existem aproximadamente 300 empresas em São Paulo que participam das licitações municipais.