Onduline inaugura fábrica no Brasil Painel de mercado
A multinacional francesa se estabelece em Juiz de Fora (MG)
Foi inaugurada dia 11 de maio a primeira fábrica latino-americana da Onduline, líder no mercado europeu de telhas de fibra vegetal. O projeto demandou investimentos de R$ 42 milhões em obras e tecnologia de última geração, o que faz da fábrica brasileira a mais moderna do grupo. A nova unidade está instalada em uma área de 82 mil m2, com uma produção estimada de 4 milhões m2 de telhas por ano. O diretor-executivo da Onduline do Brasil, Ricardo Bressiani, afirma que a expectativa é chegar ao 1. milhão de dólares exportados até o final do ano. A fábrica irá exportar para países da América Latina e mesmo para europeus, como a Ucrânia. A infiltração do produto no Brasil dependerá de uma "mudança no conceito das construções", diz Bressiani. "O brasileiro está acostumado a telhas pesadas." Para isso, será reforçado o marketing do produto, mostrando seus benefícios: leveza, beleza, resistência à ruptura (a telha não quebra), baixa transmissão de calor e ruído e o fato de ela ser inteiramente sustentável.
Obras públicas e a polêmica do BDI
Será promovido no dia 11 de julho pelo SindusCon-SP, na capital paulista, um fórum de debates sobre o tema "Orçamento de Obras Públicas e a Polêmica do BDI". Foram convidados e farão parte da mesa alguns órgãos públicos, a PINI Serviços de Engenharia e o Instituto de Engenharia. Na platéia, estarão presentes diversas instituições interessadas no tema, como prefeituras, ministério público, tribunais de contas, bancos de fomento, autarquias e empresas públicas e privadas. A idéia, segundo os organizadores, é oferecer informações que eqüalizem o conhecimento público sobre o que se considera certo ou errado no cálculo da taxa de BDI (Benefícios e Despesas Indiretas), tomando como referência a legislação vigente. Uma das siglas mais conhecidas pela construção brasileira, o BDI consolidou-se como referência para avaliar o custo e a rentabilidade das empresas nos empreendimentos e concorrências públicas. Ao longo do tempo, porém, passou a ser visto por alguns órgãos públicos apenas como a margem de lucro das empresas de construção. Como se fosse possível executar uma obra sem o apoio de escritórios, sem pagar impostos e demais despesas. Se, por um lado, o poder público perdeu as referências originais do verdadeiro significado da sigla - prova disso é que houve prefeituras que já propuseram licitações com BDI igual a zero - os prestadores de serviços de construção também começaram a colecionar dúvidas sobre o processo de cálculo da taxa. Exemplos: as leis sociais que incidem sobre a mão-de-obra são custos diretos ou indiretos? Instrumentos de trabalho, ferramentas e equipamentos de proteção são itens de custo de cada obra ou encargos de mão-de-obra? E os demais benefícios, como vale-refeição, vale-transporte etc.? Por isso, há cerca de dois anos, o Instituto de Engenharia, em São Paulo, resolveu dirimir as dúvidas, apresentando o trabalho do experiente engenheiro Maçahico Tisaka, que detalhou as considerações corretas sobre o assunto. Um primeiro evento sobre esse trabalho foi promovido pelo IE em agosto de 2004, com apoio e participação do Grupo PINI. O SindusCon-SP, preocupado com a disseminação de práticas irregulares em licitações, que acabam atrapalhando o entendimento dos custos das obras e da necessária lucratividade das empresas de construção, propõe agora um novo fórum. O evento será realizado no dia 11 de julho de 2006, das 14h30 às 18h30, no auditório do sindicato, localizado à rua Veridiana, 55, Santa Cecília, São Paulo. Mais informações e inscrições: Centro de Atendimento ao Associado do SindusCon-SP, fone: (11) 3224-0566; e-mail caa@sindusconsp.com.br. Importante: o investimento para associados do sindicato e/ou assinantes das revistas Construção Mercado, Téchne e AU é de R$ 50,00. Para demais participantes, R$ 80,00.
Avaliações e perícias em debate
Conclusões de eventos do setor realizados em Fortaleza
Foram quatro dias de discussões: de 17 a 21 de abril, Fortaleza serviu de palco à 13a edição do Cobreap (Congresso Brasileiro de Engenharia de Avaliações e Perícias) e à 12a versão do Congreso Panamericano de Valuación. Os especialistas reunidos concluíram que é necessária a elaboração de uma norma específica que delimite as responsabilidades dos profissionais. Nesse sentido, definiram a conveniência de se divulgar mais - sobretudo junto a construtoras e incorporadoras - a modalidade de atividade consultiva dos Peritos de Engenharia. Chegou-se ao consenso de que há um enorme campo de trabalho aos peritos, de modo que seria pertinente difundir-se a inclusão de cláusulas compromissórias em contratos e convenções de condomínios. Além do aspecto profissional, abordou-se também tendências e metodologias na engenharia de avaliações, revisões normativas do segmento, entre outros assuntos.
PINI e TQS lançam software
Produto é voltado ao cálculo estrutural com enfoque no concreto armado
Duas das maiores empresas de softwares para construção do País, a PINI Sistemas e a TQS Informática colocam no mercado a partir deste mês o Concreto 100. O produto é voltado ao cálculo de estruturas de pequeno porte, com no máximo 35 vigas, 35 pilares, 30 lajes e cinco pavimentos. Um dos grandes destaques fica por conta do custo de aquisição, em média 50% inferior se comparado ao de outros similares - com a vantagem adicional de o usuário poder evoluir os níveis de aprofundamento por meio de demais programas da TQS, pagando apenas a diferença de valores. Interessados podem contatar a PINI Sistemas pelo telefone (11) 3352-6440, para Grande São Paulo, ou 0800-7076055 para demais localidades.
Obra une empresas de pré-fabricados
As empresas Munte, de São Paulo, e Cassol, de Curitiba - especializadas em pré-fabricados de concreto - somaram forças para construção do novo centro de distribuição das Lojas Marabraz, na cidade de Cajamar (SP), o maior empreendimento do tipo na América Latina. O cronograma de operação exigia a conclusão do empreendimento de 203 mil m2 em apenas oito meses. Para viabilizar o cumprimento do prazo, o projeto de arquitetura foi dividido em duas partes, uma para cada empresa. Ao final, o resultado revelou-se uniforme graças à similaridade das peças. "Pilares, vigas, lajes e telhas W têm pequenas diferenças dimensionais, mas conseguimos fazer os ajustes no projeto", relata o engenheiro Laércio de Souza Gil, da Munte.
Curtas
Asfamas tem novo presidente
Com mandato previsto até 2008, Wilson Passeto assumiu em maio a presidência da Asfamas (Associação Brasileira dos Fabricantes de Materiais e Equipamentos para Saneamento). Passeto trabalha na Tigre desde 1969, e atualmente ocupa o cargo de gerente de relações institucionais da empresa.
Parceria no Nordeste
As construtoras Gafisa e OAS uniram-se numa joint venture que terá como foco o mercado da Bahia. O acordo prevê criação de projetos e construção de imóveis residenciais e de desenvolvimento urbano, na capital e no interior do Estado - com despesas e lucros divididos meio a meio.
CSN no mercado de cimento
Vinte meses. Essa é a estimativa para que a CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) comece a produzir cimento em dois moinhos a serem instalados na usina de Volta Redonda (RJ). A capacidade calculada para cada um é de 170 a 260 t/h, e os investimentos totais no negócio são de R$ 42 milhões.