Painel de mercado Seminário discute futuro da perícia judicial
Seminário discute futuro da perícia judicial
Qualificação profissional determina o andamento dos processos Painel de mercado
A responsabilidade técnica dos profissionais ligados ao Sistema Confea/Crea, a atuação de profissionais não habilitados nos processos judiciais e a importância da prova pericial foram alguns dos temas relevantes discutidos no III Seminário Paulista de Perícias Judiciais, organizado pelo Ibape-SP (Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo), no dia 17 de outubro.
Esse tipo de debate, de acordo com Tito Lívio Ferreira Gomide, presidente da entidade, visa discutir a qualificação dos peritos judiciais, além da importância da prova pericial. "O trabalho do perito é fundamental para o bom funcionamento do poder judiciário, porém, atualmente, a legislação exige apenas a graduação desses profissionais", diz Gomide. Para ele, o engenheiro ou arquiteto que desejar atuar como perito deve ser associado a alguma entidade idônea. "É preciso também que eles sejam certificados, para que o magistrado e eles próprios possam desenvolver os processos com maior tranqüilidade e credibilidade."
Além das discussões em torno das certificações e habilitações dos peritos, outro assunto que mereceu destaque entre os cerca de 200 participantes do seminário foi a remuneração de honorários periciais. "Estamos lutando para que os honorários sejam depositados antecipadamente para facilitar as ações dos profissionais. Acho que nossas aspirações foram bem compreendidas pelos magistrados, advogados e membros do Ministério Público", afirma Gomide. Direitos, deveres e a importância da auto-estima do profissional também foram temas abordados durante a cerimônia. "Essa preocupação com a conduta e qualidade de vida dos peritos só veio somar e trazer resultados positivos", conclui.
Outro momento importante do evento foi a posse do engenheiro Antonio Sérgio Liporoni, assumindo a presidência da Upav (União Pan-americana de Associações de Avaliação).
Caixa inicia financiamento sem TR
A Caixa Econômica Federal lançou em outubro uma nova modalidade de empréstimo para a classe média, com juros pré-fixados a partir de 11,9% ao ano e sem cobrança da Taxa Referencial (TR). A modalidade, que utilizará recursos próprios da poupança e captados no mercado, será destinada à compra de imóveis novos, usados ou na planta, representando mais uma alternativa de financiamento entre as já existentes na instituição. Este ano, o banco já emprestou mais de R$ 11 bilhões para habitação, um recorde histórico, e espera atingir a marca de R$ 14 bilhões até o final de 2006.
A linha de financiamento sem TR tem prestações mensais fixas com juros pré-fixados variando de 11,9% (a menor taxa de mercado) até 14,5% a.a., de acordo com o valor do imóvel e com a forma de pagamento autorizada pelo mutuário - débito em conta ou desconto em folha, no caso de órgão ou empresa conveniada com a Caixa, garantem juros menores. Até o final do ano, a Caixa dispõe de cerca de R$ 1 bilhão para essa nova modalidade.
A instituição também irá reduzir as taxas de juros para clientes com débito em conta ou desconto em folha, nas linhas de empréstimo do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) - recursos da poupança -, que têm aplicação de TR. A taxa mínima de 10% para imóveis avaliados em até R$ 130 mil passará para 9%. A taxa máxima, para imóveis acima de R$ 350 mil, antes em 13%, fica agora em 12,5%.
Otis prevê crescimento
A fabricante americana de elevadores e escadas rolantes Otis está otimista quanto ao atual cenário da construção civil brasileira. Tanto que anunciou recentemente uma previsão de crescimento de 10 a 20% ao ano no País nos próximos cinco anos. Na avaliação da empresa, além do pacote de incentivos à construção, a estabilidade econômica deve acelerar o crescimento do País nessa área, aumentando a demanda da classe média por novos imóveis.
O mercado de manutenção de elevadores e escadas, que corresponde a 70% dos negócios no Brasil, também é promissor devido à idade avançada dos edifícios nas capitais. Segundo a companhia, existem mais de 80 mil elevadores precisando de reparos.
De acordo com o presidente da empresa para América do Norte e do Sul, Todd Bluedorn, o mercado brasileiro está entre os dez maiores da companhia, que vende 100 mil elevadores por ano no mundo.
Parceria para redução do consumo energético
Iniciativa pretende adequar gastos à renda familiar
A CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) e a AES Eletropaulo assinaram em outubro um protocolo de entendimentos para reduzir o consumo de energia em conjuntos habitacionais. O documento estabelece medidas que devem atingir 50 mil famílias em 24 municípios da Região Metropolitana de São Paulo.
A parceria tem também o objetivo de reduzir o impacto das despesas de energia elétrica no orçamento doméstico e a diminuição da inadimplência nos conjuntos. O protocolo ainda estabelece a aplicação de um programa educativo e de capacitação para que as famílias e lideranças comunitárias dos conjuntos aprendam a reduzir suas contas de luz, utilizando a energia elétrica de forma racional.
A AES Eletropaulo também identificará o perfil de consumo dos moradores dos conjuntos indicados pela CDHU para verificar e corrigir problemas técnicos nos imóveis com gasto de energia acima da média de 220 kWh, para que seja possível obter uma redução do consumo nessas unidades para valores compatíveis com a renda da família. A avaliação do perfil também possibilitará a implantação de tarifas sociais às famílias que se enquadrem no programa, definido pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Para os conjuntos habitacionais que serão entregues, o protocolo de entendimentos estabelece a cobrança de tarifas mínimas, por três meses, independentemente de qual seja o consumo real.
Almoço com as estrelas Está completando 50 anos um dos mais tradicionais encontros da indústria da construção civil brasileira. O "Almoço com as Estrelas", como ficou conhecido, é realizado sempre na última quarta-feira de cada mês, e reúne representantes de toda a cadeia produtiva. Durante as reuniões, são discutidos assuntos de interesse geral do setor. Este ano o evento perdeu um de seus fundadores e mais ativos participantes: Nélson Machado Kawall. Falecido em setembro último, ele integrou a equipe comercial da Madeirit desde meados dos anos 1940 até 1980. No ano seguinte à sua saída, fundou, ao lado de Wilton Taparelli Chade, a Pratika - voltada à concepção de chapas compensadas e projetos de fôrmas pré-fabricadas. A sociedade foi desfeita em 1996; ainda assim, Kawall continuou no mercado por cerca de cinco anos, quando, por restrições de saúde, aposentou-se.
CURTAS
Novidade para o drywall A Lafarge Gypsum lançou recentemente o primeiro clube de distribuidores de drywall do Brasil, o Gypsum Master, que reúne distribuidoras do produto e já conta com nove associadas. O objetivo é profissionalizar a rede por meio da oferta de uma ampla variedade de produtos e serviços ao mercado consumidor. A maior parte dos clientes da rede de distribuição é composta por montadores e construtoras.
Arte na obra
Beneficiados pela onda de empresas que trabalham com responsabilidade social, os operários do condomínio Iepê, da Setin Empreendimentos Imobiliários, estão transformando os materiais excedentes no canteiro de obras em objetos de arte e utilitários. Com aulas às quintas-feiras, e duração de duas horas, seis operários se inscreveram para participar do projeto e durante dois meses se dedicarão à criação de luminárias, que posteriormente farão parte de uma mostra de design. Os alunos são acompanhados por um psicólogo, um artista plástico e um professor de história da arte. Informações no site www.mestresdaobra.com.br.