Consultores ligados projetos concordam que houve evolução na concepção e na gestão
Editorial Projeto evolutivo
Experientes consultores e profissionais ligados à área de projetos são unânimes sobre a evolução tanto na concepção do projeto como na gestão das suas diversas interfaces, papel que cabe à coordenação. Porém, mesmo nos grandes centros urbanos como São Paulo, sabe-se que em algumas etapas às vezes reina, quando menos grave, o improviso de alguns projetos ou mesmo a falta de detalhamento necessário para uma boa obra. Não se deve estranhar que algumas obras têm início com pré-projetos ou até mesmo sem projetos de algumas etapas. Isso, como mostram os profissionais, merece análise mais cuidadosa, pois é possível que algumas decisões sejam tomadas no processo de obras sem que signifiquem improviso ou prejuízo à qualidade da construção. Nisso, é preciso fazer distinções que só coordenadores experientes, gestores e planejadores conseguem, como os entrevistados da nossa matéria de capa.
O consultor e diretor do CTE (Centro de Tecnologia de Edificações), engenheiro Roberto de Sousa, frisa, por exemplo, o crescimento da implementação dos projetos de produção nas construtoras, que sequer eram sonhados há pouco tempo, como projeto de fachadas, de fôrmas, transporte e outros tantos que se incorporaram ao escopo geral da obra para dar mais clareza ao planejamento global.
A criação da Agesc (Associação dos Gestores e Coordenadores de Projetos) e de áreas competentes de gerenciamento de projetos nas construtoras mostram que estamos trilhando o caminho da racionalização, produtividade e qualidade das obras.
Aqui, no entanto, cabe uma pergunta, cuja resposta só poderá ser dada pelas empresas quando tiverem condições de organizar um banco de dados e um histórico de obras. O investimento maior em projetos, seja na criação, detalhamento e gestão, reverte de modo substancial no resultado da obra? Nós e todos os nossos entrevistados somos unânimes na resposta: dá resultado. E você, construtor, o que pretende fazer para melhorar os processos de projeto em suas obras?