Construtora do ramo industrial cria nova marca que será dirigida a segmento popular Painel de mercado
Criada em 1993 para atuar no nicho específico de plantas de alta complexidade, como laboratórios e indústrias farmacêuticas, a construtora decidiu abrir um braço residencial para trabalhar com a população de baixa renda.
Baixa renda em foco Na atual conjuntura de aquecimento do mercado imobiliário, com construtoras abrindo capital e o governo oferecendo incentivos à habitação, algumas empresas do setor decidiram abrir o leque de atuação e atender também à faixa da população de baixa renda. É o caso de construtoras como Gafisa, Odebrecht, Cyrela Brazil Realty e Rossi Residencial, entre outras. E a mais nova integrante desse grupo é a Patri Empreendimentos Industriais, com sede em Aldeia da Serra (SP), que está lançando uma nova marca na área imobiliária e já tem planos de vender mil unidades residenciais neste ano, prevendo um faturamento de R$ 80 milhões. Criada em 1993 para atuar no nicho específico de plantas industriais de alta complexidade, a construtora decidiu abrir um braço residencial voltado ao público de baixa renda, a princípio com empreendimentos somente no estado de São Paulo.
De acordo com Leonardo D Enfeldt, sócio e diretor comercial da Patri, a empresa percebeu que havia necessidade de diversificar. E o bom momento do setor favorece esta aposta. "Identificamos que nesse segmento não existe uma empresa reconhecida e uma marca dedicada a esse público", diz. Em 2005, a construtora realizou uma pesquisa com consumidores de média renda sobre reconhecimento de marcas e foi constatado que 75% dos entrevistados não reconheciam nenhuma marca específica. "Foi então que percebemos que, se eles não reconhecem o nome de uma construtora, imagine os consumidores de baixa renda. A marca dessas grandes construtoras acaba não se relacionando com o público-alvo e nós queremos que a nossa se relacione, pois essas pessoas são carentes de atenção e atendimento personalizado", afirma D Enfeldt .
A marca ainda não tem nome, mas a construtora afirma que a parceria com a Caixa Econômica Federal deve contribuir para a concretização dos novos imóveis. "A Caixa tem uma série de imóveis que foram interrompidos pela falta de profissionalização desse segmento. Nós vamos dar continuidade a esses prédios que estão parados e construir novos também. O primeiro empreendimento deste ano será no bairro do Jaçanã, na cidade de São Paulo, que está quase pronto. A maioria dos empreendimentos será realizada na grande São Paulo, nas cidades de Osasco, Barueri, Campinas e ABC", diz D Enfeldt.
Crédito imobiliário
A Caixa Econômica Federal acaba de dar uma nova investida na corrida dos bancos para oferecer crédito imobiliário. A instituição passou a oferecer crédito pré-aprovado para seus 38 mil correntistas no País. Os interessados agora podem saber o valor que podem financiar, a taxa de juros, o prazo de pagamento e o valor da prestação. Essas informações são obtidas com os gerentes nas agências, mas a instituição estuda divulgar, no extrato do cliente, o valor que ele terá à disposição para financiamento.
O correntista será informado sobre qual modalidade de crédito imobiliário é mais adequada a seu orçamento familiar. A Caixa oferece empréstimo habitacional com taxas de juros que variam de 6% a 12,5% ao ano mais TR (Taxa Referencial) e prazo de pagamento de até 15 anos.
Agência sustentável
O Banco Real inaugurou em fevereiro a primeira agência bancária no Brasil concebida dentro dos preceitos da construção sustentável. Localizada em Cotia (SP), a Agência Granja Viana foi planejada para aproveitar ao máximo a luz e a ventilação naturais, além de utilizar energia solar para iluminação das áreas de auto-atendimento. O ar-condicionado, além de energeticamente eficiente, não emprega gases nocivos à camada de ozônio. Foram instalados sistemas para aproveitamento da água da chuva e tratamento de esgoto, com reúso da água nas descargas de sanitários e irrigação do jardim. O cimento é feito com resíduos de altos-fornos siderúrgicos, as britas são recicladas, os painéis divisórios são de fibrocimento (sem amianto) e as tintas e massas corridas não possuem solventes.
Desafios da Construção Civil
Especialistas e autores da PINI apresentam em seminário soluções para gargalos do setor
Superar entraves legais, ambientais, reduzir perdas e aumentar a competitividade das empresas constam entre os principais desafios dos profissionais da construção civil e arquitetura. A PINI promove no dia 24 de abril de 2007 (terça-feira), com apoio da revista Construção Mercado, o Seminário "Desafios da Construção Civil". O evento será realizado das 9h às 17h no Hotel Renaissance, em São Paulo-SP. A consultora Martelene Carvalhaes Pereira e Souza abordará o complexo tema do INSS na construção civil. O advogado José Carlos Baptista Puoli tratará da legislação ambiental aplicada ao setor. Orçamento de obras e BDI serão tema do Eng. Maçahico Tisaka. O professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Ubiraci Espinelli Lemes de Souza, vai focar a redução de perdas e o aumento da produtividade nos canteiros. Para encerrar a programação do dia, o engenheiro André Augusto Choma falará sobre o gerenciamento de contratos com empreiteiros. De cunho prático, o evento deverá reunir centenas de profissionais de todo o Brasil, interessados em resolver alguns dos principais gargalos do construbusiness. Local: Hotel Renaissance - endereço: Alameda Jaú, 1.620, Jardins, São Paulo-SP. Data: 24/04/2007. Horário: das 9h às 17h. Informações e inscrições: (11) 2173-2396; site: www.piniweb.com/desafios/; e-mail: eventos@pini.com.br.
Mexichem compra Amanco
Holding vai manter o foco nos segmentos de tubos e conexões e acessórios sanitários
O Nueva Holding Inc (GrupoNueva) oficializou no final de fevereiro a venda, em um negócio de US$ 500 milhões, da fabricante de tubos e conexões Amanco para o grupo mexicano Mexichem, de ampla atuação nos mercados químico e petroquímico da América Latina. O grupo mexicano deve manter o foco da Amanco em ampliar sua participação nos mercados de tubos, conexões e acessórios sanitários nos 29 países em que atua nas Américas e no Caribe. A transação foi aprovada pelo conselho de administração da Mexichem e pela Viva Trust, controladora do GrupoNueva, mas ainda está sujeita a aprovação de autoridades de concorrência econômica em países como México e Colômbia. Desde o ano passado, o Grupo Amanco vinha se preparando para um processo de abertura de capital para assegurar os recursos necessários à aceleração de seu plano de crescimento na América Latina. Após reuniões com possíveis investidores, alguns se manifestaram interessados em explorar uma participação direta na Amanco, dando início assim a um ciclo de negociações que culminou com esta operação.
CURTAS
Arte no Pan
A "Vila do Pan", condomínio onde ficarão concentrados os participantes dos Jogos Pan-Americanos Rio 2007, acaba de ganhar uma exposição permanente de esculturas de aço feitas por Nino Ferraz. O artista criou um novo conceito de interação com as obras, possibilitando que uma pessoa movimente uma tonelada de aço com apenas um dedo. São oito instalações que fazem uma releitura de modalidades esportivas em que o Brasil competirá. A iniciativa é da Belgo Arcelor Brasil, empresa da Arcelor-Mittal, em parceria com a construtora Agenco.
Consórcio popular
Um consórcio imobiliário popular que não requer avalista e promete aceitar formas alternativas de comprovação de renda. Este é o objetivo do novo plano do PanAmericano, que visa a atingir, principalmente, pessoas que pagam aluguel, oferecendo uma vantagem: o pagamento de apenas metade do valor normal das parcelas até a contemplação. O programa "Adeus Aluguel" tem prazo de 144 meses, oferece cartas de crédito entre os valores de R$ 25 mil e R$ 80 mil e os contemplados são escolhidos pela Loteria da Caixa Econômica Federal ou por lance (mínimo de 10% do valor total).