CDHU assina protocolo ambiental Xico Graziano (secretário de Estado do Meio Ambiente de São Paulo ), Romeu Chap Chap (Secovi-SP), Lair Krähenbühl (secretário de Estado da Habitação), João Batista Crestana (Secovi-SP) durante assinatura do protocolo ambiental
Da esquerda para a direita: Graziano, Chap Chap, Krähenbühl e Crestana
Painel de mercado Um protocolo de cooperação para a implantação de medidas de desenvolvimento sustentável no setor da construção civil foi firmado entre a Secretaria de Estado da Habitação de São Paulo, a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) e a Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo.
O documento propõe um modelo sustentável para todo o setor da construção civil, sugerindo a minimização no consumo de matérias-primas e na geração de resíduos, um melhor uso da iluminação e ventilação naturais, o uso de madeira com certificado de manejo sustentável ou documento de origem, exigência da licença ambiental dos fornecedores de areia e a arborização dos conjuntos.
Por meio da assinatura, a CDHU se comprometeu a respeitar critérios ambientais durante todas as fases dos projetos, visando a diminuição dos impactos ambientais, a otimização do uso de recursos naturais e a melhoria da qualidade de vida da população. "A CDHU é a maior construtora do País, com cerca de 70 mil unidades em produção", afirma Lair Krähenbühl, secretário de Estado da Habitação e presidente da CDHU.
A Secretaria do Meio Ambiente viabilizará a capacitação de profissionais da CDHU sobre práticas ambientais adequadas e concederá o Certificado de Conformidade Ambiental aos empreendimentos que atenderem as diretrizes do protocolo. "Queremos que as prefeituras e as secretarias municipais de habitação e meio ambiente também adotem o que foi estabelecido pelo protocolo", afirmou o secretário de Estado da Habitação. Negociações semelhantes com o Secovi e SindusCon-SP estão em andamento.
Locar entra no mercado de gruas
O mercado de guindastes de torres possui um novo jogador. A Locar Guindastes e Transportes, empresa de içamento de cargas por meio de guindastes, criou a Divisão Locar Gruas. A empresa investiu cerca de R$ 30 milhões em 26 máquinas e projeta um parque com cerca de 200 equipamentos de diversos tipos e capacidades de carga para os próximos cinco anos.
As primeiras seis gruas estarão disponíveis em dezembro e operarão na faixa de 90 a 130 t/m - apenas duas quedas de cabo mesmo que para sua capacidade máxima de carga. Os equipamentos são certificados pelas normas do órgão alemão DIN (Deutsches Institut fur Normung) e da européia FEM (Federación Europea de Manutención). O diretor da nova divisão é Julico Simões.
Brascan lança empreendimentos com a marca Tamboré
A Brascan Residential Properties comprou, da Tamboré Desenvolvimento Urbano, 4.957.513,54 m2 de área bruta em terrenos localizados em Santana de Parnaíba (SP). A empresa também contratará os profissionais que realizam a gestão da área para comandar o Masterplan e utilizará a marca Tamboré, que concedeu licença, nos empreendimentos e no bairro.
A empresa, que pretende expandir para outras localidades, anunciou oito lançamentos nos próximos 18 meses e estima faturar R$ 52 milhões em 2007. Em 2006, o faturamento foi de R$ 45 milhões.
Carlyle Group investe na Scopel
Um fundo de investimento administrado pelo The Carlyle Group, empresa private equity, adquiriu participação no capital da Scopel Desenvolvimento Urbano. As empresas apenas divulgaram que toda a operação envolveu mais de R$ 250 milhões e que o investimento visa capitalizar a Scopel, ampliar o portfólio e expandir a atuação para fora dos limites do Estado de São Paulo.
A estruturação do negócio perdurou por um ano com a assessoria da UBS-Pactual. No mesmo período iniciou-se um processo de integração com a Desim - Desenvolvimento Imobiliário que se concluiu no fechamento com a Carlyle Group.
"Não faltarão elevadores"
Aumento da demanda deve chegar a 20%, mas empresas garantem o fornecimento de equipamentos
Os elevadores são instalados nas fases finais da execução dos empreendimentos, contudo há o vertiginoso crescimento da construção civil e, com ele, o questionamento da disponibilidade de diversos insumos e equipamentos.
Já atentos para o processo econômico, os fabricantes têm se preparado. "Acreditamos em um crescimento de 20% na demanda", revela Paulo Henrique Estefan, vice-presidente comercial e de marketing da ThyssenKrupp Elevadores. Francisco Bosco, diretor comercial da Atlas Schindler, afirma que houve um aumento na demanda de consultas nos últimos meses na casa dos dois dígitos, apesar de não revelar projeções.
Essas empresas afirmam que suas capacidades fabris possuem condições de atender a atual expansão do mercado da construção. "A fábrica em Guaíba (RS) tem hoje plenas condições para atender a expansão do mercado da construção civil", assegura Estefan. "Os avanços tecnológicos que envolvem as linhas de produção e logística interna da fábrica em Londrina (PR) permitem realizar adaptações constantes na capacidade de produção de acordo com a demanda", afirma Bosco.
Em relação aos prazos de entrega, as empresas afirmam que há um intervalo de tempo grande entre o projeto e a instalação de elevadores, permitindo ao setor planejar as entregas sem comprometer cronogramas.
Crédito em até 30 anos
As instituições financeiras têm facilitado e melhorado o acesso da população ao crédito. O positivo cenário de estabilidade econômica do País, a queda das taxas de juros e a Lei 10.931 auxiliaram na retomada de melhores condições de crédito imobiliário. Segundo a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), apenas nos sete primeiros meses de 2007 foram financiados 98.757 imóveis - número próximo ao dos financiamentos ocorridos ao longo de 2006.
Iniciou-se uma verdadeira corrida aos mutuários, com diversas ofertas de linhas de crédito. Esse fato é justificado pelo montante de R$ 1,69 bilhão movimentando apenas em julho, de acordo com a Abecip. A maior novidade na área é o prazo de 30 anos nos financiamentos promovidos pelo Santander e pela Caixa Econômica Federal. "Essa oferta vem ao encontro de nossa política de facilitar o acesso ao crédito", afirma Mauro Costa, superintendente de relacionamento institucional de negócios imobiliários do Santander, banco que financia até 80% do valor do imóvel.
A Caixa também realiza empréstimos com prazos de 30 anos, contudo, com recursos do FGTS, até 100% do valor é financiado. Outra instituição que opera com esse recurso é a Nossa Caixa, mas em prazos de 25 anos e com limite máximo de 80% - servidores públicos podem financiar a totalidade.
"Os mutuários precisam de mais prestações para caber no bolso e realizar o sonho da casa própria", afirma Carlos Eduardo D. Fleury, superintendente geral da Abecip. Já o consultor jurídico da ABMH (Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação), Maycon Truppel Machado, alerta que financiamentos superiores a 15 anos podem gerar valores finais muito superiores ao preço do imóvel, apesar das baixas taxas de juros atuais.
Camargo Corrêa compra CBC A Cauê, do Grupo Camargo Corrêa, assinou contrato para a compra de 50% das ações da CBC (Companhia Brasileira de Concreto), joint venture criada em 2006 pela Cauê e a Equipav. O controle acionário da CBC era dividido igualitariamente entre os dois sócios. Com a aquisição, a Cauê passa a ter 100% do controle. A CBC está entre as cinco maiores empresas do mercado nacional com a produção de 1,6 milhão de metros quadrados de concreto por ano em suas 34 usinas.
Recife vai tirar outdoors O prefeito do Recife, João Paulo (PT), enviou à Câmara projeto de lei para restringir a instalação de anúncios nas ruas da cidade, sendo que os principais vetos serão a outdoors em terrenos com construções, de publicidade em empenas cegas de prédios (paredes sem janelas) e nos telhados das edificações. O texto também define cerca de 20 locais onde será proibido qualquer tipo de propaganda.
Inpar com nova parceria A incorporadora Inpar firmou parceria com a Record Incorporações, empresa que atua desde 1987 nos mercados de Alagoas e do Rio Grande do Norte. A meta de lançamento é de R$ 200 milhões em VGV anuais e a Record terá participação de 30% nos empreendimentos gerados.
Menos impostos As alíquotas do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) das fechaduras, dos ferrolhos e das dobradiças foram reduzidas para 5%.