Paulo Pôrto, diretor de marketing, salienta que a iniciativa será cautelosa: "Temos que dar um passo de cada vez"
Klabin Segall entra no segmento econômico Em dez anos, mercado de baixa renda deve representar 50% do VGV da incorporadora Painel de mercado
Construção mercado 78 - janeiro 2008 A incorporadora Klabin Segall lançou sua marca de segmento popular e aposta na simpatia da saudação Olá como nome da iniciativa. Os dois primeiros lançamentos estão no bairro de São Mateus, na zona Leste de São Paulo, e em Santo André (SP).
O grupo estuda o segmento popular e seu setor de varejo desde o começo do ano. Houve contratação de empresas de pesquisas e agência de propaganda especializadas nesses consumidores. O diretor de marketing e vendas do grupo Klabin Segall, Paulo Pôrto, conversou com a Construção Mercado sobre a nova empreitada.
Qual a experiência da Klabin Segall com o segmento econômico? Oficialmente nossa primeira experiência com o segmento econômico está se dando neste ano com os empreendimentos da Olá, Conquista e Torres do Forte. A Klabin Segall possui uma experiência anterior de trabalhar com produtos de classe média baixa, ainda não-econômicos. Um dos exemplos é o Arena Park, no Rio de Janeiro. Ele não é um produto popular ou econômico.
Há preocupação em trabalhar com esse novo nicho? De nada adianta sair da classe média alta e já pisar no popular. Temos que dar um passo de cada vez. Para isso, começamos com a marca Olá no segmento econômico e, em um segundo momento, iremos para o popular. Não queremos desvalorizar nosso acionista, nós temos que protegê-lo sabendo que existe viabilidade positiva em cada uma de nossas linhas de negócios.
Qual o valor dos imóveis da Olá? A Olá começa com imóveis entre R$ 80 mil e R$ 120 mil. A empresa também se prepara para futuramente trabalhar com imóveis na faixa de R$ 50 mil a R$ 60 mil. Não é possível dizer quando, mas também trabalharemos com imóveis de natureza popular e não simplesmente econômica.
Em quais regiões a Olá atuará em 2008? A Olá entrará em Guarulhos (SP), no bairro de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, e em outras áreas que não podemos abrir por questões de planejamento.
Como serão os financiamentos? O mercado econômico e o popular estão muito acostumados a trabalhar com agentes financeiros consolidados nesse mercado. Por outro lado, há clientes que preferem ter um financiamento direto com a incorporadora. Eu tenho que ter essas possibilidades para não desestimular o cliente que quer comprar uma unidade.
No grupo Klabin Segall, qual a representatividade da Olá? A Olá representa de 10% a 15% do nosso VGV em 2007, que atingiu R$ 1,1 bilhão. Em 2008, nosso objetivo é aumentar para 30% a 35% [de R$ 1,4 bilhão estimado]. Eu gosto de salientar que a unidade é totalmente sustentável. Em aproximadamente dez anos, a nossa estimativa é de não ter menos do que 50% do nosso VGV na marca Olá.
Construção estima crescer 10,2% em 2008
Puxado pelo aumento da oferta de crédito imobiliário com recursos da Caderneta de Poupança, o PIB da Construção Civil em 2007 apresentou crescimento estimado de 7,9%, segundo o SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo). Para 2008, a entidade estima crescimento de 10,2%, caso o PIB do País apresente elevação de 4,8%.
Apesar do desempenho acima do esperado de muitas construtoras e incorporadoras em 2007, Robusti alerta que o cenário, a princípio, restringe-se a empresas tecnologicamente mais avançadas e que o crescimento tem se concentrado em apenas algumas regiões, especialmente no Estado de São Paulo.
De acordo com Robusti, não fossem os entraves nos investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o setor teria crescido muito mais. Quando o programa foi anunciado, estimava-se que o governo investiria R$ 15 bilhões em obras de infra-estrutura ao longo de 2007. Não foi o que ocorreu: apenas R$ 1,4 bilhão tinha sido utilizado até outubro.
Holcim ampliará produções de cimento e concreto
Até 2011 serão investidos R$ 434 milhões em modernização de unidades e nova fábrica
A Holcim investirá R$ 434 milhões até 2011. A empresa adquirirá equipamentos, modernizará fábricas de cimento e implantará uma nova unidade de produção de concreto na região metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a assessoria de imprensa, a Holcim trabalha muito próximo da capacidade total instalada, cerca de 90%. Do montante, R$ 300 milhões serão utilizados em Minas Gerais e o remanescente nas demais regiões.
O presidente da Holcim, Carlos Bühler, anunciou que a produção de cimento será ampliada em 100 mil t/ano e a de concreto, em cerca de 100 mil m3. Atualmente, a empresa fabrica cinco milhões de toneladas por ano de cimento e 1,6 milhão de metros cúbicos de concreto. A empresa estima que gerará aproximadamente dois mil empregos, entre diretos e indiretos, no período de obras.
PINI inaugura representação comercial em Angola
A empresa Space Project é a nova representante dos produtos da PINI no mercado angolano. Instalada na rua Alda Lara, no 22, no bairro de Vila Alice, em Luanda, a Space Project abriu um centro de treinamento de software para engenharia civil e arquitetura na capital do país africano para atender aos profissionais angolanos. Alguns sistemas da PINI já foram adaptados nesse sentido. O Volare, software para orçar e gerenciar obras de qualquer porte, já permite que o usuário realize orçamentos com uma base de dados (insumos, composições e coeficientes) desenvolvida para o mercado local, utilizando termos específicos de Angola. O Versato, sistema de gestão de construtoras e incorporadoras, permite que o usuário trabalhe simultaneamente em dólar e também em kwanza, moeda corrente no país.
Para apresentar a parceria entre a PINI e a Space Project, foi realizado em outubro um Road Show na capital angolana. Participaram mais de 80 profissionais, entre autoridades locais, engenheiros civis, arquitetos e construtores. Esse foi o primeiro evento técnico da PINI promovido na África e já há novos planos para 2008.
Na seqüência do Road Show, a PINI e a Space Project participaram da feira Constrói Angola 2007, em Luanda, que contou com mais de 300 empresas fornecedoras de todo o mundo em 10 mil m2 de área de exposição. Responsável pelos treinamentos de software da PINI, o engenheiro civil Roberto Cahú, radicado em Angola desde 2005, diz que o Centro de Treinamento da PINI em Luanda dará continuidade aos trabalhos iniciados em 2007. "Agora, vamos treinar a capacitar os usuários. Essa é a nossa missão."
CURTAS
Atualização de normas As normas ABNT de EPS (poliestireno expandido) foram atualizadas, permitindo que subisse de quatro para sete as opções no mercado. As normas modificadas foram a NBR 11752, NBR 7973, NBR 11948 e NBR 11949. Uma das novidades é o uso de cores para identificação. O produto "retardante à chama" (classe F) deve conter uma tarja vermelha ao lado da sua faixa de classificação.
Novidadades no drywall A Knauf lançou a linha Cleaneo Acústico que foi desenvolvida para utilização em tetos acústicos. Essas chapas também prometem melhorar a qualidade do ar ao transformar partículas nocivas em substâncias inofensivas como água e CO2. A empresa recomenda o uso para ambientes públicos como escolas, hospitais, hotéis, restaurantes.
Nova fábrica O Grupo Singulare, fabricante de galerias para águas pluviais, inaugurou uma unidade para a produção de tubos com capacidade de 400 m/dia. O grupo investiu R$ 2,5 milhões na linha de produção em Bom Jesus dos Perdões (SP).
Rossi e Tarraf firmam parceria no Oeste Paulista A Rossi Residencial e a Tarraf Construtora anunciaram parceria de atuação no oeste paulista. A previsão é de prospectar R$ 400 milhões em VGV em projetos comerciais, residenciais e loteamentos no interior do Estado de São Paulo - principalmente cidades de São José do Rio Preto, Marília, Bauru, Ribeirão Preto e Franca.