Painel de mercado Até 2009, a empresa de franquias imobiliárias pretende inaugurar cerca de 100 unidades no País Century 21 chega ao Brasil De olho no mercado brasileiro, o sistema norte-americano de franquias imobiliárias Century 21 iniciou em julho sua operação no Estado de São Paulo. A empresa, que está presente em outros 60 países, possui cerca de 8.800 franqueados e 145 mil corretores espalhados pelo mundo. No Brasil, a expectativa é que a marca tenha 50 unidades até o fim de 2008 e mais de 100 unidades em 2009.
A filial Century 21 Brasil é resultado de uma parceria entre o brasileiro Roberto Menescal, presidente da empresa, o cubano Antonio Martinez e o norte-americano David Moyer, empresários do ramo imobiliário. Para se tornar um franqueado da multinacional, os donos de imobiliárias devem associar o nome da sua empresa à Century 21 e adaptá-la a uma série de exigências, porém sem perder a independência jurídica e financeira. Na opinião dos executivos da empresa, essa vinculação agrega mais credibilidade aos associados. "Os investidores acreditam que só a associação com a marca Century 21 atrai 30% a mais de negócios", conta Philip Yeager, presidente da marca na América do Sul e México.
O investimento inicial para se associar à franqueadora é de R$ 30 a R$ 60 mil, dependendo do tipo de imobiliária que for aberta. Além disso, o investidor deverá arcar com os custos da reforma, mobiliário e capital de giro, e pagar royalties mensais de 7% sobre a receita e taxa de propaganda de 3%. A multinacional oferece cursos aos corretores e donos das franquias com o intuito de prepará-los tanto para a venda de imóveis quanto na tomada de decisões estratégicas. A Century 21 trabalha com vários setores, desde comercial, resorts e alto padrão até mesmo com a administração de imóveis e lançamentos.
A lista de interessados a entrar no negócio já conta com mais de 60 candidatados, cadastrados na capital, litoral, região de Campinas e em Alphaville. A expectativa da empresa é que as primeiras unidades sejam inauguradas já na segunda semana de outubro. A Century 21 ainda pretende ir para outros países da América do Sul, como Peru, Chile e Argentina.
Vendas em Goiás preocupam Sinduscon-GO Mesmo diante dos anúncios de crescimento da construção civil em Goiás - que, segundo a FGV Projetos e o SindusCon-SP, foi um dos Estados que mais cresceu nos cinco primeiros meses de 2008 em comparação ao mesmo período do ano passado - o Sinduscon-GO (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de Goiás) está preocupado com o volume de vendas de imóveis na região. Para o presidente da entidade, Roberto Elias de Lima Fernandes, "os lançamentos aumentaram, mas as vendas estão fracas, estamos muito preocupados com a quantidade de vendas", conta.
Segundo ele, o maior problema enfrentado no Estado é o padrão dos empreendimentos que as construtoras e incorporadoras estão investindo, majoritariamente voltados para as classes média e média alta. Esses produtos estariam, na opinião do executivo, fora do alcance da maior parte da população local. "Está faltando empreendimentos para classe baixa, para aqueles que recebem de um a cinco salários mínimos", explica Fernandes. Porém, o fato das vendas não atenderem às expectativas ainda não afetou o número de investimentos direcionados para Goiás. "Ainda não refletiu, mas o próximo passo é esse", preocupa-se o presidente.
Morgan Stanley investirá no mercado imobiliário do Brasil O banco americano Morgan Stanley ampliará a atuação do fundo MSREF (Morgan Stanley Real Estate Fund) também para o mercado imobiliário brasileiro. A empresa pretende investir cerca de R$ 900 milhões em financiamento de projetos, na construção ou compra de shoppings e em empreendimentos imobiliários comerciais e industriais com empresas brasileiras. Pelo menos por enquanto, o banco não tem planos de investir no setor residencial do País.
Uma das primeiras iniciativas do fundo será a compra de mais ações da incorporadora Abyara e da carioca Bracor, nas quais possuía participação de 22% e 12%, respectivamente. É estimado que sejam aplicados US$ 100 milhões nas duas empresas até o fim de setembro. Já para os próximos meses, a empresa pretende investir R$ 300 milhões na compra de empresas de shoppings, imóveis comerciais e de hotelaria.
OIT estuda "empregos sustentáveis"
Objetivo é ter embasamento teórico para ajudar a enfrentar desafios da sustentabilidade
A OIT (Organização Internacional do Trabalho) desenvolverá uma metodologia para analisar quais são os efeitos do uso das tecnologias sustentáveis na geração de empregos no setor da construção civil. A iniciativa foi apresentada em julho durante encontro entre o departamento de engenharia de construção civil da Poli-USP (Escola Politécnica da Universidade de São Paulo), a OIT e o CBCS (Conselho Brasileiro da Construção Sustentável).
O objetivo da entidade é prever, por meio de estudos e pesquisas, quais serão os impactos positivos e negativos da inserção do conceito de sustentabilidade nos novos projetos imobiliários. Posteriormente, a organização oferecerá aos governos, instituições e empresas privadas uma assessoria que mostre como utilizar essa tecnologia criando novas oportunidades de emprego. Os primeiros estudos desse tipo já estão sendo realizados na África do Sul. Já no Brasil, ainda se debate sobre a elaboração da metodologia.
Por enquanto, a sensação inicial da OIT é de que os impactos da sustentabilidade para a geração de empregos serão positivos tanto em países desenvolvidos quanto em desenvolvimento, principalmente no setor de reformas e de retrofit, que tem crescido bastante nos últimos anos. Porém, na opinião do órgão, isso só vai se consolidar se houver uma participação maior do governo brasileiro, que deveria criar leis e mecanismos financeiros que incentivassem as práticas verdes.
Financiamentos aumentam 37% na Caixa Em balanço divulgado sobre o crédito habitacional concedido no primeiro semestre de 2008, a Caixa Econômica Federal revelou que os financiamentos aumentaram 34% em relação ao mesmo período do ano passado, alcançando R$ 9,181 bilhões nas contratações realizadas. De acordo com a empresa, 201.956 imóveis foram financiados e 425.922 pessoas beneficiadas.
Somente os recursos da caderneta de poupança movimentaram R$ 3,4 bilhões desse montante, o que representa uma alta de 33% na comparação com o mesmo período de 2007. Já os consórcios foram os responsáveis por R$ 300 milhões dos recursos utilizados para a casa própria.
Porém, foi a linha de financiamento com o dinheiro do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) que mais cresceu nesse período: 47% em relação ao primeiro semestre de 2007, totalizando o crédito de R$ 5,4 bilhões. Entre os diversos financiamentos com FGTS, a Pró Cotista, linha da Caixa Econômica Federal destinada à classe média, chegou a se esgotar entre os meses de julho e agosto, fazendo com que o Banco destinasse cerca de R$ 780 milhões somente para esse tipo de empréstimo e solicitasse mais R$ 1,2 bilhão ao Conselho Curador do FGTS.
CURTAS
Itaplan e HM Engenharia A Itaplan Imóveis foi a escolhida para comercializar os empreendimentos da HM Engenharia e Construções, empresa do grupo Camargo Corrêa voltada para o mercado da baixa renda. O objetivo, segundo a Itaplan, é expandir a atuação da HM Engenharia pelo interior do Estado de São Paulo, comercializando imóveis de até R$ 200 mil. A parceria será focada principalmente em bairros planejados e em condomínios fechados. A projeção é de três mil imóveis ofertados entre o final de 2008 e o início de 2009.
Resultados do 1. semestre A PDG Realty S/A Empreendimentos e Participações apresentou em julho dados preliminares dos seus resultados de lançamentos e vendas no primeiro semestre de 2008. O VGV (Valor Geral de Vendas) dos 39 projetos lançados no semestre foi de R$ 1,77 bilhão, sendo que a parcela da PDG Realty desse total é de R$ 1,2 bilhão. Já as vendas contratadas alcançaram o valor de R$ 1,57 bilhão, cuja parcela da PDG Realty é de R$ 939 milhões. O mercado do Estado de São Paulo representa 80% das vendas da empresa, que apostou mais no segmento econômico.
Bombeiros irão vistoriar obras A Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Elétricos Nema Brasil e o Procobre (Instituto Brasileiro do Cobre) acreditam que no início do ano que vem a Instrução Técnica n. 47, que determina condições mínimas de segurança para as instalações elétricas de baixa tensão, comece a vigorar. Com a regulamentação, todas as obras no Estado de São Paulo, com exceção de residência unifamiliar, passarão a ser vistoriadas pelo Corpo de Bombeiros.