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Diferente das outras grandes incorporadoras, empresa conseguiu cumprir suas metas sem entrar no segmento econômico
Tecnisa aposta na classe média
Painel de mercado
Construção mercado 87 - outubro 2008
Acervo pessoal
Leonardo Paranaguá, diretor financeiro e de RI da Tecnisa

No início do ano, as construtoras e incorporadoras brasileiras de capital aberto divulgaram metas otimistas e grandiosas para 2008. Para cumpri-las, entraram no segmento econômico, em alta no setor. Mas houve uma exceção: a Tecnisa. Em entrevista à Construção Mercado, o diretor financeiro e de RI da empresa, Leonardo Paranaguá, explica por que a empresa não investiu nesse mercado - ao menos até o momento - e o que garantiu o cumprimento das metas.

Por que a Tecnisa avaliou que conseguiria cumprir suas metas se mantendo no segmento acima de R$ 100 mil?
Na verdade a gente nunca disse ou planejou entrar no segmento de baixa renda desde que entramos no mercado. Nós acreditamos que há bastante demanda do segmento de média renda e que ele é grande o suficiente para atingir as nossas metas. Esse tipo de negócio é mais vantajoso por três motivos. Primeiro porque é mais seguro pelo lado do crédito. Segundo, porque tem margens equivalentes com o da renda alta e terceiro porque tem maior demanda do que a alta.

Então, a empresa deve manter sua atuação na classe média, mesmo com toda essa onda de empreendimentos de renda média baixa no mercado?
Sem dúvida neste ano o valor médio das unidades que vamos lançar será de R$ 270 mil, que é bem a nossa linha de investimento. O valor menor dos nossos empreendimentos será de R$ 150 mil e não vamos baixar mais o preço. Olhando para frente, o segmento de baixa renda tem muita demanda, mas vai levar muito tempo para acharmos que temos infra-estrutura suficiente para entrar nesse segmento. No México, por exemplo, o governo ajuda as empresas que atuam na baixa renda, oferecendo mais subsídios. Já aqui no Brasil não tem essa segurança para as empresas, o que aumenta o risco de investimento nesse setor.

Nos próximos meses a empresa deve expandir suas atividades geograficamente?
Sim. Em curto prazo vamos para Brasília, Salvador e Fortaleza. Em longo prazo temos planos para Curitiba e Manaus, onde já lançamos um empreendimento e pretendemos expandir os negócios.

Quais são as metas da Tecnisa para este ano?
A meta é lançar no ano entre R$ 1,5 bilhão e R$ 1,7 bilhão do semestre. No primeiro semestre já alcançamos R$ 500 milhões em lançamentos e no começo do segundo semestre já deve estar por volta de R$ 750 milhões. Porém, ainda temos dois grandes projetos planejados para o final do ano.


Stéferson Faria

Ceará vai ganhar Refinaria Premium
A Petrobras, a Petrobras Distribuidora, a Cearáportos (Companhia de Integração Portuária do Ceará), a Transpetro e a Cegas (Companhia de Gás do Estado do Ceará) assinaram em agosto último um Protocolo de Entendimentos com o Governo do Ceará para a construção de uma Refinaria Premium no Estado.

A partir da data do acordo, as empresas terão prazo de 120 dias para negociar, elaborar e pactuar um termo de compromisso que crie as condições jurídicas, técnicas e econômicas para a construção do empreendimento. O projeto será abrigado no Porto de Pécem e terá investimento em torno de US$ 11 bilhões.

Mesmo sem data para o início das obras, a perspectiva é que a produção da refinaria comece em setembro de 2014, com 150 mil barris por dia. Já a segunda fase ficará pronta em setembro de 2016, e também vai produzir 150 mil barris por dia, totalizando 300 mil barris por dia. Entre outros produtos, a refinaria produzirá óleo diesel tipo euro V, QAV, nafta, GLP e bunker para o mercado interno e externo.


Engenharia de custos no boom imobiliário
Evento promovido pela PINI abordará como desenvolver diferenciais competitivos para construtoras e incorporadoras

Como desenvolver diferenciais competitivos para construtoras e incorporadoras em um momento de crescimento do setor. Esse é o objetivo principal do seminário, promovido pela PINI, que será realizado no âmbito do Construtech 2008. Análise da qualidade do investimento em empreendimentos imobiliários, perspectivas de evolução dos custos de materiais e mão-de-obra, metodologias e técnicas para estimativas orçamentárias, orçamentos de obras e estudos de casos constam entre os principais temas a serem abordados pelos palestrantes. O seminário é direcionado a diretores de incorporação, diretores técnicos, engenheiros de suprimentos, orçamentistas e todos os profissionais envolvidos com estimativas orçamentárias e análise de riscos e investimentos na construção civil.





Grandes aquisições movimentam setor
O mês de setembro foi marcado por duas grandes aquisições na construção civil. A primeira delas foi liderada pela Gafisa, que anunciou a integração da Fit Residencial Empreendimentos Imobiliários, sua companhia destinada à baixa renda, e da Construtora Tenda. Juntas, as duas empresas vão criar a principal incorporadora do segmento econômico do Brasil, com um patrimônio combinado de quase R$ 1,2 bilhão.
Dias depois, a Brascan Residential Properties adquiriu a construtora paulista Company.

O negócio, que deverá ser concluído no final de outubro, coloca a companhia como uma das três maiores empresas de construção do País, com estoque de terrenos avaliado em R$ 17 bilhões.

A Brascan junto com a Company estará presente em Estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Goiás e Distrito Federal, entre outros.

A fusão entre as grandes do setor já era esperada por especialistas, devido às desvalorizações das ações de algumas empresas que não conseguiram cumprir suas metas e também ao número considerado excessivo de IPOs de construção na Bovespa.


CURTAS

Parcerias em alta

A Indústria Dryko, especializada no ramo de impermeabilizantes, criou uma parceria com a construtora Tenda para oferecer novos recursos de atuação em todas as obras da empresa, presente em Estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Sul. Além de fabricar os produtos, a Dryko também realiza cursos de aplicação de manta asfáltica e argamassa polimérica, e instrui na regularização de superfícies e proteção mecânica.

Mercado forte em 2030
Recente estudo da Ernst & Young em parceria com a FGV (Fundação Getúlio Vargas) aponta que o investimento no setor habitacional no Brasil será de
R$ 446,7 bilhões até 2030, quase o triplo do total que se tem hoje calculado em R$ 165,2 bilhões. Em conseqüência, o faturamento das construtoras passará dos R$ 53,5 bilhões registrados em 2007 para R$ 130 bilhões em 2030. Todos os dados são baseados em uma economia com crescimento de 4% ao ano, com aumento da pressão demográfica do País e amadurecimento do mercado imobiliário nacional.

Nova norma no mercado
A ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e o CBCA (Centro Brasileiro da Construção em Aço) lançaram em setembro a nova norma técnica para estruturas de aço e estruturas mistas de aço e concreto de edifícios. A ABNT NBR 8.800:2008 agora aborda os dois tipos de estruturas, diferente do que acontecia antigamente, quando se focava apenas a de aço. De acordo com a entidade, a nova legislação deverá reduzir os custos das obras, já que possui procedimentos de cálculos mais modernos, e permitirá a execução
de estruturas de forma mais segura e real.


Master Imobiliário premia 17 iniciativas do setor
Aspectos sociais, econômicos e sustentáveis foram adotados para a seleção

O Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo) e a Fiabci/Brasil (Federação Internacional das Profissões Imobiliárias) anunciaram em setembro os vencedores da 14a edição do Prêmio Master Imobiliário. Entre os mais de 70 inscritos, foram escolhidas 17 iniciativas que privilegiam arquitetura, engenharia, construção, incorporação, administração, vendas, desenvolvimento urbano e marketing.

"Premiamos neste ano cases criativos, inovadores e que levam em conta aspectos sociais, econômicos e sustentáveis. São empreendimentos que contribuem com o crescimento do País", explica Ricardo Yazbek, presidente da Fiabci/Brasil. A premiação é dividida nas categorias Empreendimentos e Profissionais, e os seis escolhidos da primeira também estão aptos a concorrer ao Prix d'Excellence, importante premiação internacional do setor da construção. Conheça os 17 vencedores.


 
 
 
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Edição 87
Outubro/2008
     
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