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| Perspectiva da expansão do West Shopping, da BR Malls, na zona Oeste do Rio de Janeiro |
Os shopping centers estão aquecendo a demanda por obras de reforma no Brasil. Segundo a Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers), 66% deles devem passar por ampliação ou revitalização entre 2009 e 2010. Luiz Fernando Veiga, diretor-executivo da entidade, acredita que esse número seja consequência da chegada de novos empreendimentos: "quando um shopping novo surge dentro da área de influência de outro, o antigo é obrigado a se reciclar para atrair consumidores".
Por essa lógica, o cenário é animador. Entre este ano e o próximo, a Abrasce conta com a inauguração de 40 novos shoppings, contra 12 realizadas em 2008 e 14 em 2007. O salto é resultado dos investimentos dos últimos quatro anos, mas a tendência é que, agora, haja uma retração nos lançamentos. "Os empreendedores colocaram o pé no freio para novas construções. Neste momento, obras de ampliação e reforma devem correr mais rápido", acrescenta Luiz Veiga.
A boa notícia suscita uma pergunta: quais são as demandas da reforma desses shoppings? A principal exigência é minimizar o impacto da obra no dia-a-dia dos usuários. Geralmente os operários entram à noite com todo o equipamento e às 5h00 recolhem tudo para o canteiro, fora do shopping. Programar o uso do material é crucial, já que não há espaço para estoque na obra. Sem mencionar a montagem e desmontagem diária de pisos e forros provisórios.
As obras, em geral, são contratadas por concorrência, mas ter um histórico de relacionamento com o cliente pode garantir futuras empreitadas.Nesse processo, as gerenciadoras atuam como braço técnico da proprietária, auxiliando no projeto, licitação e supervisão da obra. "É saudável que exista uma empresa autônoma representando o cliente, afinal, o negócio dele não é a obra", ressalta Giani Pfister, gerente sênior do Núcleo de Desenvolvimento de Negócios da Racional Engenharia. O papel da gerenciadora é usar seu know-how de engenharia para "ser os olhos do cliente dentro do canteiro", completa.
Opção de investimento
O mercado de escritórios comerciais pequenos está a todo vapor. Além da crescente demanda de pequenos empresários e profissionais liberais, o aluguel desses imóveis tem se mostrado um investimento lucrativo. Segundo Fábio Rossi, diretor de lançamentos do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), a rentabilidade atinge 14% ao ano. Ele acrescenta: "O perfil do empreendimento mudou. Os escritórios estão surgindo em bairros sem tradição comercial, são profissionais que querem trabalhar perto de casa". O aquecimento é alimentado pelas boas condições de pagamento, com parcelas de valor igual ao do aluguel, e tornou-se mais evidente após as instabilidades do mercado financeiro.
Vila da terceira idade
A CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) fechou em agosto contrato para a construção de um conjunto habitacional com 22 casas voltado a idosos de baixa renda em Avaré, no interior paulista. É o primeiro dos sete condomínios previstos na fase inicial do Programa Vila Dignidade, do governo de São Paulo, que pretende investir R$ 10 milhões em 120 unidades adaptadas a esse público. Inicialmente serão beneficiados, além de Avaré, os municípios de Cubatão, Caraguatatuba, Itapeva, Ribeirão Preto, Santos e São José do Rio Preto. Em seguida, o programa deve ser expandido para todo o Estado.
Desenho universal
A licitação da obra de Avaré da CDHU, vencida pela Construtora Sequência, inclui, além das moradias, o espaço de convivência e lazer, terraplanagem, muros de arrimo, calçadas, pavimentação, instalações elétricas e hidráulicas, totalizando um investimento de R$ 1,8 milhão. Todas as vilas do programa serão horizontais e construídas segundo os parâmetros do Desenho Universal, que facilitam o acesso a pessoas com dificuldades de locomoção. Os projetos incluem pisos antiderrapantes, rampas, barras de apoio, portas e corredores mais largos, entre outros itens de acessibilidade.