Comunidade da Construção completa sete anos Associação reúne ações de fornecedores de cimento
Comunidade da Construção completa sete anos
Associação reúne ações de fornecedores de cimento
Comunidade da Construção, projeto fundado pela ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland), acaba de completar sete anos de atuação. Criada com o objetivo de integrar a cadeia produtiva dos sistemas construtivos à base de cimento, a Comunidade promove desde 2002 a troca de experiências e a implantação de melhorias técnicas e econômicas em todas as etapas da produção.
O grupo reúne hoje cerca de 300 participantes entre empresas, construtoras, universidades, associações, laboratórios, projetistas, prestadores de serviços e consultorias. Os trabalhos são desenvolvidos em ciclos que duram de 12 a 18 meses e consistem no acompanhamento de obras, sistematização de informações, capacitação profissional, intercâmbio de processos e promoção das melhores práticas na construção. São 11 pólos ativos em quatro regiões do País.
Como resultado das ações, a Comunidade já desenvolveu cerca de 180 ativos - como são chamados os manuais, estudos, cursos e outras ferramentas - sobre estruturas de concreto, revestimentos de argamassa, alvenaria estrutural e de vedação e paredes de concreto. No site da entidade é possível encontrar o catálogo com a listagem de todos eles.
Entre as publicações do grupo está também o Caderno Analítico de Normas, que sintetiza e analisa as principais normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) relacionadas a sistemas à base de cimento, e o Guia Melhores Práticas da Comunidade da Construção, agora em sua terceira edição.
Sob a liderança da ABCP, Abesc (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Concretagem) e IBTS (Instituto Brasileiro de Telas Soldadas), a Comunidade organizou três missões técnicas para países vizinhos, como Colômbia e Equador, a fim de conhecer e implementar, no Brasil, o sistema Parede de Concreto, solução técnica indicada para a produção de habitações em grande escala.
Santander financia reformas de acessibilidade
O grupo Santander lançou no final de agosto uma linha de crédito dedicada exclusivamente à reforma de imóveis comerciais urbanos que estejam se adaptando às normas de acessibilidade para pessoas com necessidades especiais. Batizada de "Reforma para Acessibilidade", a linha vai financiar obras orçadas a partir de R$ 500 mil e com duração mínima de três meses. Podem ser financiadas reformas em escritórios, hospitais, instituições de ensino, hotéis, lojas, centros comerciais etc.
"Atenderemos à demanda de clientes que buscam adequar suas instalações às legislações que estabelecem normas gerais e critérios básicos para promover a acessibilidade para pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida", afirma José Roberto Machado, diretor de crédito imobiliário do banco. O cliente terá 60 meses para saldar a dívida em parcelas mensais a partir da conclusão da reforma.
Lei do parcelamento continua empacada
Votação do projeto depende de articulação entre agentes
stá aguardando votação na Câmara dos Deputados o projeto de lei 3.057/00, batizado de Lei de Responsabilidade Territorial Urbana. Polêmico, o texto tramita no Congresso há nove anos e, se aprovado, vai substituir a legislação vigente sobre o parcelamento do solo para fins urbanos - lei 6.766/79.
Desde 2007 o projeto estaria apto a ser votado, mas para amenizar discordâncias entre os setores envolvidos, o Ministério das Cidades formou a Comissão de Articulação e Pactuação do PL 3.057 com representantes do setor produtivo, entidades profissionais, movimentos populares, ONGs e poder público. O resultado das reuniões foi compilado num documento que será apresentado ao relator do PL no plenário.
"Ainda existem tópicos sobre os quais não há acordo, como a questão dos loteamentos com controle de acesso", relata Flávio Amary, presidente da Aelo (Associação das Empresas de Loteamento e Desenvolvimento Urbano). "Eu não diria que o PL está pronto para ser votado, mas sim colocado no plenário para receber emendas e isso só depende do interesse em inseri-lo - ou não - na pauta", conclui.
PSE defende em CPI metodologia de formação de preços por modelagem
O diretor da PSE (PINI Serviços de Engenharia), Mário Sérgio Pini, e o consultor Luiz Raymundo Freire de Carvalho foram ouvidos no dia 8 de setembro por parlamentares que compõem a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Petrobras, no Senado Federal. O intuito da convocação era receber mais detalhes sobre um parecer técnico preparado pela PSE a pedido da Petrobras, relacionado à estimativa de preços de mercado, na origem, para as obras de terraplanagem da Refinaria de Pernambuco (Abreu e Lima). O TCU (Tribunal de Contas da União) apontou indícios de sobrepreço e superfaturamento na obra. Mário Sérgio Pini descartou a hipótese de sobrepreço, com base no levantamento realizado especificamente sobre a etapa de terraplenagem. "Trabalhamos com os termos de referência da contratante, assim como qualquer licitante, e constatamos que a estimativa de valores de mercado para terraplanagem da refinaria de Pernambuco seria de aproximadamente R$ 439 milhões, com margem mínima de R$ 411 milhões e máxima de R$ 551 milhões." O valor de R$ 429 milhões, apresentado pela proposta vencedora, está dentro da faixa de variação de preços estimada pela PINI. Para o diretor da PSE, os parâmetros usados pelo TCU não têm condições de refletir as particularidades de uma obra não convencional como a da Refinaria de Pernambuco. "Os métodos do TCU são válidos, se passíveis de ajustes, mas não podem ser conclusivos em uma obra com as contingências, magnitude e características bastante peculiares", afirma Mário Sérgio Pini. "É preciso usar a metodologia da formação do preço por modelagem, com fundamento em Engenharia de Custos. Não é possível trabalhar exclusivamente com tabelas de custo padrão (Sinapi, Sicro e PINI) e com parâmetros percentuais pré-fixados e generalizáveis de BDI, Administração Local e Canteiro." Em depoimento realizado na semana anterior ao da PSE, o representante do TCU na CPI da Petrobras, André Mendes (entrevistado da edição no 95 de Construção Mercado, em junho de 2009), preferiu não comentar o parecer da PINI Serviços de Engenharia. Afirmou que ainda não havia examinado o conteúdo do levantamento.
CURTAS
Nova incorporadora
As incorporadoras Abyara, Agra e Klabin Segall anunciaram em setembro a fusão de suas atividades em uma nova empresa, a Agre Empreendimentos Imobiliários. Presente em 17 Estados brasileiros, a Agre atenderá a diversos segmentos do mercado: residencial econômico e de alto e médio padrão, comercial e loteamentos. Em 2008 as vendas das três companhias somadas representaram 15% do total vendido pelas empresas de capital aberto do setor.
Concreto no cartão
A Holcim ampliou as opções de pagamento para compras de concreto. Cartões de crédito com bandeira Visa ou MasterCard agora são aceitos nas centrais de concreto, no canteiro ou no próprio endereço da empresa do cliente. A medida visa a suprir a demanda pelo insumo, principalmente no segmento da autoconstrução, oferecendo melhores condições de parcelamentos. Serão atendidos pelo sistema quatro municípios de São Paulo, dois do Rio de Janeiro e três de Minas Gerais, além da região metropolitana de Belo Horizonte.
Vale investe no PA e no ES
Em agosto, a Vale apresentou projetos para construção de duas novas siderúrgicas no País. Na cidade de Marabá, no Pará, a empresa pretende implantar a Alpa (Aços Laminados do Pará), que deve começar a operar em 2013 com capacidade para produzir 2,5 milhões de toneladas de bobinas e chapas por ano. Já em Anchieta, no Espírito Santo, será construída a CSU (Companhia Siderúrgica Ubu), prevista para produzir anualmente cinco milhões de toneladas de chapas de aço a partir de 2014.