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| Condomínio-bairro de 780 mil m² desenvolvido pela Carvalho Hosken em parceria com outras construtoras. Serão 64 prédios de luxo à beira da lagoa da Tijuca |
O reaquecimento do mercado imobiliário, causado em partes pelo recorde de redução da taxa básica de juros, bateu também à porta dos imóveis de luxo, que retoma o ritmo de vendas, despontando, principalmente, como opção de investimento. "A redução da taxa de juros transferiu o dinheiro das aplicações financeiras para investimentos imobiliários; a taxa do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) de 0,7% ao mês, por exemplo, compete hoje com o rendimento do aluguel", explica Rodrigo Conde Caldas, vice-presidente da Ademi-RJ (Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário).
Segundo dados da Ademi-RJ, o aluguel de imóvel comercial de luxo rende atualmente entre 0,8% e 1,2% ao mês, concentrando um número maior de investidores que o segmento residencial, em que o retorno fica entre 0,4% e 0,8%.
A retomada pode ser percebida no aumento da velocidade de vendas. Segundo Ricardo Correa, diretor de marketing da incorporadora Carvalho Hosken, um imóvel de alto padrão, que levava até cinco meses para ser vendido, hoje leva um mês e meio. "Os estoques estão praticamente zerados", constata. A diferença se faz notar no próprio perfil dos compradores. O executivo estima que 70% das unidades comerciais sejam abocanhadas por investidores - porcentual que girava em torno de 60% no início de 2008.
Além do retorno do aluguel, Rodrigo Caldas aponta a valorização imobiliária como um dos motivos centrais para a fertilização desse mercado. "O Rio é uma cidade espremida entre a serra e o mar, os espaços são limitados; e na zona Sul, onde a demanda é crescente e a oferta cada vez menor, a valorização foi exponencial", explica. Segundo ele, um apartamento no Leblon que hoje vale R$ 4 milhões, há quatro anos custava R$ 3 milhões. Como resultado da saturação da zona Sul, a demanda por imóveis de luxo na Barra da Tijuca também aumentou.
O número de lançamentos, no entanto, ainda está longe dos resultados de 2008. Segundo a Ademi-RJ, até julho deste ano foram lançados 79 imóveis residenciais de luxo no Estado do Rio de Janeiro, nem metade dos 243 lançamentos computados ao todo em 2008. No segmento comercial a perspectiva é melhor, com dez empreendimentos lançados até julho passado contra 33 durante 2008.
Correa é otimista e acredita que haja espaço para crescimento na construção de alto padrão. "A crise serviu como fermento e abriu uma boa oportunidade para investimentos em ativos reais. Grandes empresas estão migrando para a Barra e criando demanda por áreas de locação", conclui.
Expansão do Metrô Rio
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou, no final de agosto, um financiamento de R$ 423 milhões para a expansão do metrô no Rio de Janeiro. Os recursos serão aplicados na reforma dos carros, na ampliação da interligação entre as linhas 1 e 2 e na construção de duas novas estações - Cidade Nova e Uruguai - visando a aumentar a capacidade de transporte e diminuir o intervalo entre os trens, o tempo de viagem e a necessidade de baldeação entre as linhas. Até 2024, o Metrô Rio pretende ampliar de 550 mil para 1,1 milhão o número de usuários atendidos por dia.
Estacionamentos em BH
A BHTrans (Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte) publicou em agosto um edital de PMI (Procedimento de Manifestação de Interesse) para aquisição de estudos técnicos necessários à estruturação de projetos de estacionamentos subterrâneos e edifícios-garagem na capital mineira. As empresas interessadas farão um levantamento da viabilidade de implantação que, se aprovado, resultará na licitação do empreendimento. Os projetos envolvem a construção, administração, operação, exploração e manutenção das garagens. Manifestações de Interesse podem ser enviadas à BHTrans até o dia 26 de outubro.
Mais indústrias na Bahia
Os investimentos industriais na Bahia se mostraram pouco abalados pela crise financeira. Só em 2009, o número de empresas procurando áreas para instalar fábricas no Estado cresceu 88% em relação a 2008. A Sudic (Superintendência de Desenvolvimento Industrial e Comercial) já autorizou a assinatura de pelo menos 94 cartas de opção - documento que define a localização e delimita a área disponibilizada para a planta - o que representa R$ 1,6 bilhão em investimentos. Estima-se que mais R$ 400 milhões estejam tramitando em novas solicitações, podendo inteirar R$ 2 bilhões investidos até o final do ano.